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Decisão judicial barra rave no Parque Dona Lindu horas antes do evento e prevê multa de R$ 200 mil

Festa AUMMA, marcada para a noite de 30 de maio na Galeria Janete Costa, foi suspensa pela Justiça de Pernambuco em meio a histórico de queixas de poluição sonora no parque de Boa Viagem.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
30 de maio, 2026 · 18:31 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A Justiça de Pernambuco derrubou, de última hora, a realização do evento de música eletrônica AUMMA – Galeria 30.05, que estava programado para a noite desta sexta-feira (30) na Galeria Janete Costa, dentro do Parque Dona Lindu, no bairro de Boa Viagem, Recife. A decisão determina multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento.

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A festa havia sido anunciada como um evento "exclusivo e limitado" que combinaria música eletrônica, projeções 4K e ativações artísticas no espaço tombado projetado por Oscar Niemeyer. A rave estava prevista para ocupar não apenas a galeria de arte, mas também a área externa do Dona Lindu. Os ingressos custavam R$ 180, e mesa ou lounge saía por R$ 450 por pessoa.

A decisão judicial chega num momento de atenção redobrada sobre a realização de eventos no parque. O local é o mesmo que, em outubro do ano passado, levou o Ministério Público de Pernambuco a convocar uma audiência para discutir queixas de moradores sobre poluição sonora. Na época, as reclamações se concentravam principalmente no barulho de eventos esportivos que começavam muito cedo, até mesmo de madrugada.

Desde março do ano passado, o Parque Dona Lindu está sob gestão privada da empresa Viva Parques, que também administra os parques de Santana, Jaqueira e Apipucos. Apesar disso, a empresa se isentou de qualquer responsabilidade sobre o evento. A Viva Parques disse que o evento não é de sua responsabilidade e que cabe aos organizadores da festa obter as licenças necessárias.

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O evento havia obtido autorização sonora entre 19h do dia 30 de maio (sábado) e 2h do dia 31 de maio (domingo). Ainda assim, a Justiça pernambucana determinou a suspensão da festa. Segundo informações divulgadas pelo Blog do Ricardo Antunes, a decisão veio de última hora, pegando organizadores e público de surpresa.

A AUMMA Produções, empresa responsável pelo evento, não havia respondido aos contatos da imprensa antes da decisão judicial. Moradores do entorno do Dona Lindu contam que as reclamações sobre poluição sonora diminuíram após a audiência do MPPE, mas questionam a mudança de uso do parque, como a autorização para o corte de 41 árvores e a intensificação do comércio.

Edições anteriores da festa AUMMA ocorreram no Cais Rooftop e no Forte do Brum, no Recife Antigo. O caso reacende o debate sobre os limites do uso do espaço público em áreas tombadas, a fiscalização de eventos noturnos e os direitos dos moradores do entorno de parques urbanos concedidos à iniciativa privada.

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