Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Crise em Brasília: Senado reúne assinaturas para investigar ministros do STF Moraes e Toffoli

Pedido de CPI foca na relação dos magistrados com o Banco Master, pivô de um escândalo financeiro bilionário que movimenta a capital federal.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de março, 2026 · 18:24 1 min de leitura

A temperatura subiu em Brasília. Um pedido para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, conseguiu o apoio necessário no Senado. Ao todo, 29 senadores assinaram o documento, dois a mais que o mínimo exigido de 27.

Publicidade

O objetivo da CPI é apurar a conduta dos dois ministros no caso do Banco Master, que está no centro de um escândalo financeiro bilionário. A investigação quer entender a relação dos magistrados com o banco enquanto o caso tramitava na Justiça.

A iniciativa, liderada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ganhou força principalmente entre a oposição. Nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão entre os apoiadores. Já da base do governo, apenas um senador assinou, mostrando a divisão política sobre o assunto.

Apesar das assinaturas, a abertura da CPI não é garantida. A palavra final é do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que até agora tem resistido a instalar a comissão de inquérito, criando um impasse político.

Publicidade

Sobre as acusações, o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes informou que prestou serviços de consultoria ao banco, mas que nunca atuou em processos no STF. Segundo a nota, o contrato envolveu a produção de 36 pareceres e a realização de 94 reuniões.

Já o ministro Dias Toffoli, que era o relator do caso do Banco Master no Supremo, decidiu se afastar da função. A decisão foi tomada depois que um relatório da Polícia Federal revelou mensagens onde seu nome era citado pelo dono do banco. O caso foi então repassado para o ministro André Mendonça.

Leia também