A temperatura subiu em Brasília. Um pedido para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, conseguiu o apoio necessário no Senado. Ao todo, 29 senadores assinaram o documento, dois a mais que o mínimo exigido de 27.
O objetivo da CPI é apurar a conduta dos dois ministros no caso do Banco Master, que está no centro de um escândalo financeiro bilionário. A investigação quer entender a relação dos magistrados com o banco enquanto o caso tramitava na Justiça.
A iniciativa, liderada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ganhou força principalmente entre a oposição. Nomes como Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão entre os apoiadores. Já da base do governo, apenas um senador assinou, mostrando a divisão política sobre o assunto.
Apesar das assinaturas, a abertura da CPI não é garantida. A palavra final é do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que até agora tem resistido a instalar a comissão de inquérito, criando um impasse político.
Sobre as acusações, o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes informou que prestou serviços de consultoria ao banco, mas que nunca atuou em processos no STF. Segundo a nota, o contrato envolveu a produção de 36 pareceres e a realização de 94 reuniões.
Já o ministro Dias Toffoli, que era o relator do caso do Banco Master no Supremo, decidiu se afastar da função. A decisão foi tomada depois que um relatório da Polícia Federal revelou mensagens onde seu nome era citado pelo dono do banco. O caso foi então repassado para o ministro André Mendonça.







