A creche da Universidade Federal da Bahia (UFBA) está de portas fechadas mesmo com a volta às aulas, e o motivo é a greve dos servidores técnico-administrativos. A situação deixou pelo menos 24 famílias, a maioria mães que estudam ou trabalham na instituição, sem ter com quem deixar seus filhos.
O semestre letivo começou no dia 9 de março, mas o serviço da creche não. Uma das mães afetadas desabafou que, sem ter uma rede de apoio em Salvador, precisa levar a filha para o trabalho. Ela, que é professora, contou que já levou a criança para locais inadequados, como salas de aula e clínicas-escola.
Diante do problema, as famílias enviaram uma carta à reitoria da UFBA. Elas pedem que a creche seja considerada um serviço essencial e que volte a funcionar imediatamente, nem que seja de forma parcial, para não prejudicar a rotina de trabalho e estudo.
Essa não é a primeira vez que isso acontece. Em uma greve anterior, em 2024, a universidade e os servidores fizeram um acordo que manteve a creche funcionando três dias por semana. Desta vez, no entanto, a instituição ainda não se posicionou sobre uma solução parecida.
Segundo o sindicato da categoria (Assufba), apenas 12 funcionários da creche aderiram à paralisação. Outros trabalhadores, como professores e terceirizados, não estão em greve, o que levanta a dúvida sobre a necessidade do fechamento total do serviço.
Procurada, a UFBA informou que está pagando um auxílio emergencial de R$ 360 para os estudantes com filhos na creche. A universidade afirmou que reconhece o direito à greve e que busca o diálogo para manter as atividades essenciais, mas não deu prazo ou detalhes sobre a reabertura da creche.







