Os relógios roubados no crime que matou o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte, foram recuperados pela Polícia Civil nesta quinta-feira (2/7). A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, principal suspeita do duplo homicídio, havia vendido os objetos logo após o crime.
Segundo a investigação, o comprador procurou uma delegacia depois que o caso ganhou grande repercussão e devolveu os relógios por conta própria. A Polícia Civil informou que, até o momento, não há indícios de que ele tenha agido de má-fé ao adquirir os itens.
A corporação não revelou a marca dos relógios nem o valor pago por eles. Em nota, afirmou que as circunstâncias da negociação ainda estão sendo apuradas para verificar se houve receptação. Outras reportagens sobre o caso apontam que parte dos objetos roubados, incluindo joias e celulares, foi negociada na Praça Sete, no Centro de BH, por cerca de R$ 3,3 mil.
Ainda nesta quinta, a Polícia Civil confirmou que a perícia identificou calmante no sangue das vítimas. Paola já havia relatado ter usado remédios de uso pessoal para dopar o casal antes de matá-lo a facadas.
Paola trabalhava pela primeira vez na casa das vítimas no dia do crime, indicada por um parente do casal para quem já prestava serviços havia meses. As investigações apontam que ela entrou no prédio por volta das 7h30 de segunda-feira (29/6) e saiu cerca de oito horas depois, com roupas diferentes e carregando sacolas com pertences do casal. A perícia constatou que Cláudio e Maria Clotilde foram atingidos por diversos golpes de faca, em um nível de violência que a polícia considera incompatível com uma reação isolada durante um roubo.
A suspeita foi presa na madrugada de quarta-feira (1º/7), em um hotel de Itabira, durante operação do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri). Ela deve responder por latrocínio e segue presa enquanto a polícia tenta recuperar os demais bens levados do apartamento e apurar se outras pessoas participaram do crime.







