O céu de cidades ricas como Dubai e Abu Dhabi virou cenário de guerra nos últimos dias. Moradores viram e filmaram clarões de mísseis sendo destruídos no ar. Não era festa, era o sistema de defesa dos Emirados Árabes Unidos trabalhando a todo vapor pra derrubar uma onda de drones e mísseis lançados pelo Irã.
A confusão toda começou, segundo informações, depois que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto em ataques atribuídos aos Estados Unidos e Israel. Em resposta, o Irã disparou centenas de projéteis contra países vizinhos, como os Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein, testando as defesas da região.
Nos Emirados Árabes, o escudo funcionou na maior parte do tempo. De 196 mísseis balísticos que iam na direção do país, 181 foram destruídos antes de cair. Mesmo assim, a defesa não foi perfeita. Dois mísseis atingiram o solo e os destroços dos que foram abatidos causaram a morte de três pessoas e deixaram 78 feridos.
Para conseguir essa proteção, eles usam uma tecnologia de ponta, com sistemas chamados THAAD e Patriot. Funciona como uma cebola, com várias camadas de defesa. Radares detectam a ameaça de longe, calculam a rota e disparam um interceptador para explodir o míssil inimigo em pleno voo.
A vizinha Arábia Saudita, que também tem uma das maiores redes de defesa da região, está na mesma situação. O país usa principalmente o sistema Patriot para proteger suas cidades e, principalmente, suas refinarias de petróleo, que são alvos constantes dos ataques com drones e mísseis.
Mas essa brincadeira sai caro. Um especialista do King’s College de Londres, Andreas Krieg, explicou o problema: os mísseis de defesa podem custar milhões de dólares cada um, enquanto muitos dos drones de ataque são bem mais baratos. A defesa é boa, mas a questão é saber por quanto tempo eles aguentam bancar essa guerra.
No fim das contas, a briga virou uma disputa de resistência e de bolso. A tecnologia para interceptar os ataques existe e está salvando vidas, mas a pressão econômica de usar equipamentos tão caros contra ameaças baratas e constantes pode ser o verdadeiro desafio para os países do Golfo.







