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Polícia

Chefe de facção da Bahia é preso em SC após ordenar mortes e ameaças

Apontado como chefe de facção no Portal do Sertão baiano, Odvan Pereira de Santana, o “Aluno”, é preso em Florianópolis (SC) por ordenar execuções e ameaças.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de dezembro, 2025 · 17:47 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um homem de 27 anos, apontado como líder de uma facção criminosa que aterrorizava a região de Coração de Maria, na Bahia, foi preso na última segunda-feira (8) em Florianópolis, em Santa Catarina. Odvan Pereira de Santana, conhecido como “Aluno”, era procurado pelas autoridades por comandar uma série de crimes violentos, mesmo morando longe do estado. Ele é considerado o chefe do Comando Vermelho (CV) na cidade baiana, à frente do grupo conhecido como “tropa do Aluno”.

A liderança à distância e os crimes

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Mesmo a centenas de quilômetros de distância, “Aluno” mantinha o controle total das operações criminosas. Segundo a Polícia Civil, ele dava ordens diretas para os integrantes da facção, autorizando mortes de rivais e impondo castigos internos, além de intimidar moradores para expandir o território dominado pelo grupo. Essa atuação "à distância" era uma característica marcante de suas ações.

Entre os atos mais graves atribuídos a Odvan está o assassinato de uma mulher em 11 de outubro do ano passado. As investigações indicam que a ordem para o crime teria sido dada por telefone, após o pedido de outro membro da facção. O criminoso também é investigado por tentativas de homicídio e por coordenar a violência de Santa Catarina. A facção, além de Coração de Maria, também atuava em Conceição do Jacuípe, na Bahia, com uma estrutura bem organizada, típica do Comando Vermelho.

Modus Operandi do grupo criminoso

A forma de agir da "tropa do Aluno" era bem definida e cruel, buscando manter o terror e o controle:

  • As ordens para crimes eram passadas por chamadas telefônicas e aplicativos de mensagens.
  • Gerentes locais eram responsáveis pelo tráfico de drogas, por aplicar a "disciplina" interna e por executar as decisões do chefe.
  • Assassinatos e tentativas de assassinato eram usados para garantir o domínio sobre os bairros.
  • Ameaças com armas, sequestros e manter pessoas presas contra a vontade eram táticas comuns.
  • Destruição de provas para atrapalhar o trabalho da polícia.
  • Intimidação constante de moradores e rivais para manter o controle da região.

A ação que levou à prisão

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A prisão de Odvan Pereira de Santana, o “Aluno”, foi resultado de uma ação conjunta e bem-sucedida que envolveu equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar, tanto da Bahia quanto de Santa Catarina. A colaboração entre os estados foi fundamental para tirar o chefe de facção das ruas e enfraquecer o esquema criminoso.

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