Quase doze anos após o assassinato que paralisou a cidade de Itagimirim, o ex-prefeito Rogério Andrade e o suposto executor Jamilton Neves Lopes enfrentam o júri popular nesta segunda-feira (6). O julgamento acontece no Fórum de Eunápolis e marca o desfecho de uma longa espera por justiça no caso da morte de Rielson Lima.
Rielson foi executado a tiros no dia 29 de julho de 2014, enquanto estava em uma praça no centro da cidade. Na época, Rogério Andrade era o vice-prefeito e assumiu o comando do município logo após o crime, permanecendo no cargo por dois anos. A investigação aponta que a motivação foi uma briga política por dívidas de campanha.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Rielson teria se negado a usar dinheiro público para pagar débitos eleitorais de 2012, o que causou o rompimento com o vice. A acusação sustenta que Rogério e seu irmão, Sandro Andrade — que ainda está foragido —, contrataram Jamilton para realizar o serviço.
Jamilton Neves foi localizado e preso em Brasília, após fugir da Bahia alegando medo de morrer. A polícia ainda investiga a morte do irmão de Jamilton, ocorrida tempos atrás, como uma possível queima de arquivo ligada ao assassinato do prefeito.
A defesa de Rogério Andrade nega todas as acusações e afirma que ele é totalmente inocente. Os advogados argumentam que as dívidas de campanha foram pagas legalmente e que não existem provas concretas que liguem o ex-prefeito à ordem para matar Rielson Lima.
O julgamento gera grande expectativa na região do Extremo Sul baiano. Enquanto o Ministério Público pede a condenação por homicídio qualificado, a defesa aposta na tese de que o crime foi cometido por credores que estariam extorquindo o prefeito na época dos fatos.







