A mãe da menina Nawany Marisa Oliveira dos Santos, de apenas 2 anos, continua presa no Centro Integrado de Operações da Segurança Pública de Alagoas, mesmo após o laudo pericial apontar septicemia de foco pulmonar — pneumonia — como causa da morte da criança. A Polícia Civil confirmou, na noite desta terça-feira (9), que a prisão foi mantida e a autuação passou a ser por homicídio qualificado.
O caso ganhou repercussão após a morte da menina na noite de segunda (8), quando ela deu entrada sem sinais vitais no Centro de Saúde de Cacimbinhas, município vizinho de Dois Riachos, no Sertão alagoano. O 10º Batalhão da Polícia Militar foi acionado por volta das 19h e, durante o atendimento, recebeu denúncias de familiares e testemunhas apontando que Nawany teria sofrido agressões físicas repetidas praticadas pela própria mãe. Com base nessas informações, a mulher foi presa ainda naquela noite.
A reviravolta veio com o exame cadavérico realizado pelo médico-legista Marcos Ferreira, no Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca. Segundo a Polícia Científica de Alagoas, o laudo não identificou sinais de violência externa ou interna no corpo da criança, contrariando os relatos iniciais. A causa da morte foi apontada como septicemia pulmonar.
Apesar do resultado pericial, o 37º Distrito Policial, responsável pelo caso, informou que nenhuma hipótese investigativa foi descartada. Todas as evidências seguem sendo analisadas, e novos detalhes só serão divulgados após a conclusão do inquérito policial.
Nawany nasceu no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, e morava no povoado Serra da Mandioca, zona rural de Dois Riachos, a 193 km de Maceió. A Escola Municipal de Educação Básica Santa Maria, onde a menina estudava, publicou nota de pesar lamentando a perda da aluna.
Casos de violência ou suspeita de maus-tratos contra crianças podem ser denunciados pelo Disque 100, disponível 24 horas, ou pelo Disque Denúncia estadual no número 181.







