A juíza Elizabeth Machado Louro determinou que os advogados de defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, paguem do próprio bolso todas as despesas geradas pelo cancelamento do júri do caso Henry Borel. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (23), após os defensores abandonarem o plenário.
O abandono aconteceu porque a magistrada negou um pedido de adiamento feito pela defesa. Com a saída dos advogados, o conselho de sentença precisou ser dissolvido, o que impediu a continuidade do julgamento de um dos crimes que mais repercutiu no país nos últimos anos.
Agora, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro vai calcular o prejuízo total causado pela interrupção. A conta inclui gastos com alimentação, energia elétrica, transporte de testemunhas, além do deslocamento de policiais, servidores e membros do Ministério Público.
Ao anunciar a medida, a juíza lamentou a situação e afirmou que os cinco advogados presentes na sessão devem ressarcir o Estado pelos danos causados. Por conta da manobra da defesa, uma nova data para o julgamento foi agendada para o mês de junho.
Os réus do processo são Jairinho e Monique Medeiros, mãe da criança. Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo, crimes que levaram o caso ao júri popular.







