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Polícia

Caso Flávia Barros: Tiago Sóstenes, é indiciado por feminicídio de empresária em hotel de Aracaju

Tiago Sóstenes, ex-diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, matou a namorada Flávia Barros a tiros e tentou suicídio após o crime

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
01 de abril, 2026 · 23:51 2 min de leitura
Caso Flávia Barros: Tiago Sóstenes, é indiciado por feminicídio de empresária em hotel de Aracaju

O policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 40 anos, foi indiciado pela morte da empresária Flávia Barros, de 38 anos, ocorrida no dia 22 de março em um hotel na orla de Atalaia, em Aracaju (SE). Ele era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia, e namorava a vítima desde novembro de 2025.

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De acordo com as investigações da Polícia Civil de Sergipe, Tiago utilizou sua arma de fogo funcional para disparar contra Flávia dentro do quarto do hotel onde o casal estava hospedado. Após os disparos, o policial penal tentou tirar a própria vida com a mesma arma, sendo socorrido e encaminhado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde passou por cirurgia e permaneceu internado em estado grave.

Flávia Barros era natural de Piranhas, em Alagoas, mas morava e trabalhava em Paulo Afonso. Ela era proprietária de uma empresa de soluções financeiras, com foco em negociação e quitação de dívidas, e cursava o 4º período de Direito no Centro Universitário UniRios. O relacionamento com Tiago era recente — ele a havia pedido em namoro no dia 15 de março, aniversário de 38 anos da empresária.

Após receber alta médica na quarta-feira (25), Tiago foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e encaminhado ao Presídio Militar de Sergipe (Presmil). Na quinta-feira (26), a Justiça de Sergipe realizou a audiência de custódia no Fórum Gumersindo Bessa e decidiu manter a prisão do suspeito.

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No âmbito administrativo, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, determinou a exoneração de Tiago Sóstenes do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso já no dia 24 de março, dois dias após o crime. A medida foi confirmada pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA).

O caso é investigado como feminicídio pela Secretaria da Segurança Pública de Sergipe. Tiago Sóstenes segue preso no Presídio Militar e aguarda os próximos desdobramentos processuais.

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