Última hora
PMPA - 5736
Polícia

Caso Flávia Barros: celular é apreendido em cela de policial penal acusado de feminicídio em Aracaju

Aparelho Samsung e dois carregadores foram encontrados em revista do dia 24 de abril, após pedido do MP de Sergipe

Redação ChicoSabeTudo
13 de maio, 2026 · 08:06 1 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

Um celular e dois carregadores foram encontrados dentro da cela do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 35 anos, preso no Presídio Militar de Sergipe (Presmil), em Aracaju. A Polícia Militar confirmou a apreensão na noite desta terça-feira (12).

Publicidade

Segundo a corporação, a revista aconteceu no dia 24 de abril de 2026, às 12h20, e foi realizada a pedido do Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público de Sergipe (MPSE). O aparelho encontrado era um Samsung Galaxy A10. A ação incluiu busca pessoal no interno e vistoria minuciosa na cela, com o objetivo de identificar materiais ilícitos ou objetos que comprometessem a segurança e a disciplina do estabelecimento.

Após a apreensão, a PM abriu um processo administrativo para apurar a conduta do interno e instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar como o aparelho entrou na unidade. A defesa de Tiago afirmou que não vai se manifestar, alegando que o processo corre em segredo de Justiça.

A descoberta reforça suspeitas que o MPSE já vinha investigando desde abril. O MP apurava possíveis irregularidades durante o período em que Tiago esteve internado no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse): suspeitas de que o preso teria circulado livremente pelo hospital sem algemas, recebido visitas sem autorização judicial e tido acesso a celular durante a internação.

Publicidade

Tiago Sóstenes é acusado de invadir o quarto de hotel onde a namorada, a empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, estava hospedada e atirar contra ela na madrugada do dia 22 de março. Em seguida, tentou tirar a própria vida. Após receber alta médica, em 17 de abril, foi encaminhado ao Presmil, onde permanece custodiado. O MPSE já o denunciou por feminicídio qualificado, com agravante pelo uso de arma de fogo de uso restrito.

Leia também