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Polícia

Caso Edivânia: mulher é presa em Paulo Afonso suspeita de envolvimento na morte da policial penal

Segundo a polícia, a mulher mantinha um relacionamento extraconjugal com o principal suspeito, marido da vítima.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
29 de novembro, 2025 · 11:17 4 min de leitura
Imagem: Polícia Civil
Imagem: Polícia Civil

Uma mulher foi presa em Paulo Afonso, na Bahia, suspeita de envolvimento na morte da policial penal paraibana Edivânia Vieira da Silva, ocorrida em Patos, no Sertão da Paraíba. A prisão foi realizada na sexta-feira (28), em cumprimento a mandado de prisão temporária, e é a segunda relacionada ao caso: o ex-marido da vítima já havia sido detido anteriormente como principal suspeito do crime, tratado pela Polícia Civil como feminicídio. Segundo a investigação, a mulher mantinha um relacionamento extraconjugal com o ex-marido de Edivânia e teria atuado para tentar atrapalhar a apuração dos fatos.

Prisão em Paulo Afonso e papel da suspeita

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De acordo com o delegado Diego Passos, responsável pelo inquérito em Patos, a mulher foi localizada em Paulo Afonso (BA) e levada à delegacia após o cumprimento do mandado. A Polícia Civil não detalhou publicamente, por enquanto, qual teria sido a forma exata de participação dela no crime, para não prejudicar as próximas diligências.

As autoridades informaram, porém, que há indícios de que a suspeita atuou também na destruição de provas ligadas ao homicídio. Documentos do homem investigado — ex-marido da policial penal — foram encontrados na casa da mulher, o que, segundo a polícia, reforça a linha de que os dois mantinham um relacionamento extraconjugal.

A presa deverá passar por audiência de custódia, e a Polícia Civil da Paraíba ainda não definiu a data de sua transferência para o estado.

Ex-marido foi o primeiro preso e é apontado como principal suspeito

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O primeiro mandado de prisão do caso foi cumprido no dia 8 de novembro, quando o ex-marido de Edivânia foi detido na cidade de Caetés (PE), após fugir de Patos depois do crime. O homem, de 38 anos, responde em prisão temporária e é tratado como principal suspeito do feminicídio, conforme a Polícia Civil da Paraíba.

A prisão dele foi resultado de uma operação conjunta que envolveu a Polícia Civil da Paraíba, Polícia Civil e Militar de Pernambuco, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal dos dois estados, além de órgãos como Gaeco/MPPB e Polícia Federal.

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Entenda o caso

Edivânia foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Jardim Magnólia, em Patos (PB), no sábado, 8 de novembro. Colegas de trabalho e familiares relataram que não conseguiam contato com ela desde a quinta-feira (7).

De acordo com reportagens de portais regionais, a policial penal foi encontrada ao lado da cama, ainda fardada, o que indica que havia retornado recentemente do trabalho. A porta da casa estaria aberta, e havia sinais de violência no corpo da vítima. A Polícia Civil e veículos locais apontam asfixia como a forma provável de morte, informação que ainda é aprofundada nos laudos periciais.

Em um primeiro momento, pichações com as siglas “X9” e “CV”, ligadas ao Comando Vermelho, levaram à hipótese de envolvimento de facção criminosa.
No entanto, com o avanço das apurações, a Polícia Civil passou a tratar o caso como feminicídio praticado pelo companheiro da vítima, descartando relação com organizações criminosas ou com a função pública exercida por Edivânia.

Ainda segundo relatos de portais locais, câmeras de segurança da residência estariam desligadas no momento do crime, e o cachorro da vítima não demonstrou reação agressiva, o que reforçou, para os investigadores, a suspeita de autoria por alguém do convívio da policial.

Antes mesmo da prisão da mulher investigada, a Polícia Civil da Paraíba já havia cumprido mandados de busca e apreensão em Paulo Afonso (BA), em endereços associados ao principal suspeito. Nessa ação, realizada em 11 de novembro, foram apreendidos uma motocicleta e um capacete que, de acordo com a investigação, teriam sido usados pelo ex-marido para se deslocar de Paulo Afonso até Patos na madrugada de 6 de novembro, data em que teria ocorrido o desaparecimento de Edivânia.

A motocicleta, registrada em nome de um amigo do investigado, foi apreendida em um dos imóveis alvo dos mandados. O capacete foi encontrado escondido dentro de uma caixa d’água na casa da mãe do suspeito, também em Paulo Afonso.

Segundo a Polícia Civil, esses elementos reforçam a linha de apuração que indica o crime como feminicídio cometido pelo companheiro da vítima, sem relação com grupos criminosos.

Natural de Paulo Afonso (BA), Edivânia atuava como policial penal na Penitenciária Feminina de Patos desde 2012. Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) classificou a servidora como “dedicada e profissional” e informou que ela era considerada uma agente experiente e respeitada pela equipe.

O corpo da policial foi trasladado para Paulo Afonso, onde ocorreu o velório e o sepultamento, acompanhados por familiares, amigos e colegas de profissão.

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