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Polícia

Caso Bacabal: crianças localizadas em hotel de SP não são irmãos desaparecidos

Polícia de SP descarta que crianças vistas em hotel sejam irmãos desaparecidos em Bacabal; buscas no Maranhão continuam.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
26 de janeiro, 2026 · 14:50 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil de São Paulo informou, na manhã desta segunda-feira (26), que as crianças vistas em um hotel no bairro da República, na região central da capital paulista, não são Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, irmãos desaparecidos há quase um mês em Bacabal, no Maranhão.

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A corporação paulista recebeu, no último sábado (24), uma denúncia sobre o possível paradeiro das crianças e iniciou a apuração. As forças de segurança do Maranhão também foram comunicadas sobre a informação. Após diligências nos endereços indicados, os policiais constataram que as crianças avistadas não correspondem às que estão sendo procuradas.

O desaparecimento

Ágatha, Allan e um primo desapareceram no dia 4 deste mês, após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, município localizado a cerca de 250 quilômetros de São Luís. Desde então, uma grande mobilização foi montada para tentar localizá-los.

Três dias após o desaparecimento, o primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado com vida em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a aproximadamente quatro quilômetros do ponto onde o grupo teria sido visto pela última vez. O menino foi resgatado por três produtores rurais que passavam de carroça pela região e o avistaram em meio à vegetação. Ele foi levado ao Hospital Geral de Bacabal, recebeu atendimento médico e teve alta na terça-feira (20).

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Na quinta-feira (22), a Justiça do Maranhão autorizou que Anderson auxiliasse as autoridades nas buscas. Ele indicou o trajeto que teria feito com os primos até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, situada nas proximidades do Rio Mearim.

Buscas e investigações

As operações concentram-se na área da cabana mencionada e também no leito do Rio Mearim. Mergulhadores utilizam o equipamento side scan sonar, tecnologia que permite mapear o fundo do rio e gerar imagens mesmo em águas com baixa visibilidade.

A investigação está sob responsabilidade de uma comissão especial da Polícia Civil do Maranhão, formada por equipes da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Superintendência de Polícia Civil do Interior e da Delegacia Regional de Bacabal. Familiares, moradores e outras pessoas continuam sendo ouvidos.

Durante uma das ações, voluntários encontraram peças de roupas infantis em uma área de mata próxima a uma gruta, dentro do perímetro das buscas. No entanto, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, após verificação, foi constatado que os itens não pertencem às crianças desaparecidas.

As buscas por Ágatha e Allan seguem em andamento.

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