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Polícia

Capitão da PM é Preso em Megaoperação Contra o Tráfico na Bahia

Capitão da PM Mauro Grunfeld é detido novamente em megaoperação que prendeu 34 suspeitos de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes patrimoniais na Bahia.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
11 de dezembro, 2025 · 10:09 2 min de leitura
Foto: Reprodução /
Foto: Reprodução /

Uma megaoperação contra o crime organizado sacudiu a Bahia e outros cinco estados nesta quinta-feira (11), resultando na prisão de 34 pessoas. Entre os detidos, está uma figura que choca a comunidade: o Capitão da Polícia Militar Mauro Grunfeld, que já era conhecido por envolvimento em outros esquemas criminosos.

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A ação policial mira um grupo complexo, especializado em tráfico de drogas, crimes patrimoniais, lavagem de dinheiro e disputa violenta por territórios. As investigações revelaram que essa associação criminosa era responsável por todo o processo, desde a produção e preparo de entorpecentes até a distribuição, usando pessoas físicas e empresas para esconder a origem ilegal do dinheiro.

Capitão com Histórico de Prisões

A prisão de Mauro Grunfeld não é a primeira. O capitão da PM já havia sido preso em maio e julho deste ano. Na época, ele era suspeito de fazer parte de um esquema de compra e venda de armas, que tinha como destino o abastecimento de facções criminosas aqui na Bahia. Sua nova detenção reforça a gravidade de seu envolvimento com o crime organizado.

As equipes de segurança atuaram em diversos pontos da Bahia, focando em Salvador nos bairros da Graça, Engomadeira, São Marcos e Stella Maris. A operação também se estendeu para cidades importantes como Camaçari, Lauro de Freitas, Feira de Santana e Porto Seguro, além de outros cinco estados brasileiros que não foram detalhados na informação inicial.

Megaoperação com Alto Efetivo

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Para garantir o sucesso da megaoperação, cerca de 400 policiais foram mobilizados, incluindo agentes civis, militares, do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e federais. Eles trabalharam em conjunto para cumprir mais de 90 mandados judiciais, que tinham como alvo os principais membros do grupo criminoso, incluindo os responsáveis pela parte operacional, logística e financeira.

Como parte da estratégia para desmantelar a rede de lavagem de dinheiro, a Justiça foi acionada para bloquear cerca de R$ 100 milhões e realizar o sequestro de bens dos investigados. Essa medida é crucial para enfraquecer financeiramente a organização e impedir que continuem reinvestindo em atividades ilegais.

A operação marca um passo importante no combate ao crime organizado na Bahia, mostrando a força da cooperação entre diferentes forças policiais para desarticular quadrilhas que causam tantos problemas à segurança pública e à sociedade.

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