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Polícia

Cacique é preso e 13 armas são apreendidas em operação contra conflitos de terra na Bahia

Polícia prende Cacique Brás e apreende 13 armas em operações no Extremo Sul da Bahia, investigando ataques e mortes ligados a disputas por terra na região.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de dezembro, 2025 · 13:27 2 min de leitura
Foto: Reprodução / G1
Foto: Reprodução / G1

A polícia da Bahia prendeu um cacique e apreendeu 13 armas de fogo em operações focadas em conflitos de terra no Extremo Sul do estado. As ações, lançadas na terça-feira (9), miram crimes graves como assassinatos e ataques envolvendo disputas por propriedades rurais na região.

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Um dos presos é o Cacique Brás, alvo principal da Operação Sombra da Mata. Esta investigação se aprofunda na morte de dois agricultores – pai e filho – que aconteceu em 28 de outubro do ano passado em Itamaraju, na Bahia. Naquela data trágica, uma fazenda foi invadida por pessoas que se apresentaram como indígenas. Além das duas mortes, um terceiro homem ficou gravemente ferido durante a ação.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que, no dia do crime em Itamaraju, três pessoas foram presas em flagrante, mas acabaram liberadas pouco tempo depois. Agora, além do Cacique Brás, outras cinco pessoas com mandados de prisão preventiva ainda estão sendo procuradas pelas autoridades.

Operação Sombra da Mata: Em busca de justiça por assassinatos

A Operação Sombra da Mata investiga os detalhes da invasão em Itamaraju, um evento que chocou a comunidade local pela brutalidade. A prisão do Cacique Brás representa um avanço significativo nas investigações, buscando identificar e responsabilizar os envolvidos nos assassinatos dos agricultores.

Operação Tekó Porã: Ataque contra indígenas é investigado

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Outra frente de trabalho das forças de segurança é a Operação Tekó Porã. Esta operação se dedica a esclarecer um ataque a tiros contra indígenas da Aldeia KAI, ocorrido em 1º de outubro do ano passado. O crime aconteceu no distrito de Cumuruxatiba, que fica em Prado, na Bahia.

Na ocasião, os indígenas estavam em uma área rural após uma ação conhecida como “retomada”, um movimento em que povos indígenas reocupam terras que consideram tradicionais e ancestrais. As investigações apontam que um grupo armado atacou com o objetivo claro de expulsar os indígenas do local e retomar a fazenda. Duas vítimas ficaram feridas durante o ataque.

Nesta fase da Operação Tekó Porã, as equipes estão cumprindo dois mandados de busca e apreensão em casas de suspeitos que são apontados como o mandante e possíveis executores do ataque. As autoridades reforçam o compromisso de apurar todos os fatos e trazer os responsáveis à justiça, tanto nos casos de ataques contra agricultores quanto contra comunidades indígenas, buscando pacificar as tensões e os conflitos agrários na região.

A apreensão das 13 armas de fogo, um resultado conjunto dessas operações, é vista como um passo importante para desarmar grupos envolvidos nessas disputas e restaurar a segurança no Extremo Sul da Bahia.

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