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Brasília era o núcleo central de quadrilha do falso advogado desarticulada em sete estados, incluindo a Bahia

Operação Fake Adv cumpriu 26 mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (29); criminosos baseados no DF invadiam sistema judicial e operavam contas de e-mail falsas para enganar vítimas.

Redação ChicoSabeTudo
29 de junho, 2026 · 12:36 3 min de leitura
Policiais durante operação contra golpe do falso advogado em vários estados do Brasil
Policiais durante operação contra golpe do falso advogado em vários estados do Brasil

Uma organização criminosa especializada no golpe do falso advogado foi alvo de uma operação policial nesta segunda-feira (29/6). O Distrito Federal, segundo as investigações, funcionava como o núcleo de execução do esquema — era de lá que criminosos invadiam sistemas judiciais e disparavam e-mails falsos para enganar as vítimas.

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A ação, batizada de Operação Fake Adv, foi deflagrada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) em apoio à Polícia Civil de São Paulo (PCSP). Ao todo, 26 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sete estados: Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Goiás, Maranhão e Distrito Federal. A ofensiva mobilizou 60 policiais civis goianos e duas equipes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, segundo informações divulgadas pelo Correio Braziliense.

De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma altamente dividida. Goiás concentrava o núcleo financeiro do esquema. Outras regiões operavam as chamadas "contas de passagem", usadas para pulverizar e dificultar o rastreamento do dinheiro. Já Brasília abrigava o núcleo de execução, responsável pelo acesso indevido ao sistema e-SAJ — portal de serviços do Poder Judiciário — e pela operação das contas de e-mail falsas.

Com dados processuais reais em mãos, os criminosos se apresentavam como advogados das partes e solicitavam valores às vítimas — taxas e impostos inventados — com a promessa de que o pagamento seria essencial para concluir um processo judicial. Os pedidos chegavam normalmente via Pix, com a alegação de que o valor era necessário para liberar uma suposta indenização.

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Boa parte das informações processuais é acessível nos sistemas dos tribunais, como o PJe e o sistema SAJ. Além disso, golpistas podem obter dados por meio de vazamentos de informações de empresas e órgãos públicos. A utilização de dados verdadeiros dá um ar de credibilidade à conversa, fazendo com que muitas pessoas acreditem estar realmente falando com seu advogado.

Em Goiás, foram cumpridos 12 dos 26 mandados, distribuídos entre Goiânia, Aparecida de Goiânia, Abadia de Goiás, Trindade e Jataí, segundo informações divulgadas pelo Correio Braziliense. Na Bahia, um dos sete estados atingidos pela operação, também foram realizadas buscas. O material apreendido no DF e nos demais estados será analisado para mapear a extensão do prejuízo e identificar novas vítimas da rede.

Entre os itens apreendidos estão documentos fraudados, aparelhos celulares e dispositivos eletrônicos utilizados nas invasões digitais. A operação também resultou na localização de suspeitos e na identificação de coautores ainda não indiciados.

A Polícia Civil alerta que o golpe do falso advogado tem feito vítimas em diferentes regiões do país, especialmente pessoas idosas que possuem processos judiciais em andamento. A Justiça Federal não solicita transferências bancárias, Pix ou qualquer tipo de pagamento por meio de aplicativos de mensagem como WhatsApp ou Telegram, tampouco entra em contato com as partes pedindo dados bancários ou senhas.

Quem receber uma mensagem suspeita de alguém que se apresenta como advogado pedindo dinheiro deve desligar imediatamente, entrar em contato com o escritório pelo número que já conhece e, se necessário, registrar boletim de ocorrência.

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