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Baiano na Ucrânia aparece em reportagem do Fantástico sobre 'mercenários'

Soldado baiano 'Arcanjo', ex-morador de Cajazeiras, revela arrependimento no Fantástico por recrutar para guerra na Ucrânia, junto a outros 'mercenários'.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
09 de fevereiro, 2026 · 01:27 2 min de leitura
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A guerra na Ucrânia continua a gerar histórias que atravessam fronteiras, e uma delas tocou diretamente o Brasil, mais especificamente a Bahia. O soldado Big Jhon, conhecido como Arcanjo, um ex-morador de Cajazeiras, em Salvador, na Bahia, foi o centro das atenções em uma reportagem especial do Fantástico, exibida no último domingo (8).

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Arcanjo ficou conhecido por algo que hoje lamenta profundamente: recrutar outros baianos para se juntarem a uma tropa de elite do governo ucraniano no conflito contra a Rússia. Sua experiência na linha de frente trouxe uma perspectiva dolorosa, que ele compartilhou com a TV Globo.

“Foi algo que hoje eu não gravaria, hoje me arrependo muito de ter ido e de ter chamado as pessoas para lá. Vi muitos amigos morrendo e, naquele momento, decidi que a guerra não era para mim”, desabafou Arcanjo.

A confissão do soldado revela o peso das decisões tomadas em meio ao caos da guerra e o arrependimento por ter incentivado outros a seguirem o mesmo caminho. A realidade da morte e da perda mudou sua percepção sobre o conflito.

O Contraste: Mercenários com e sem Arrependimento

A reportagem do Fantástico foi a fundo, localizando quatro baianos que embarcaram para a Ucrânia. Eles são parte do grupo que o programa classificou como “mercenários de guerra”, ou seja, indivíduos que se deslocam para zonas de conflito motivados, principalmente, pela busca por dinheiro.

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No entanto, nem todos compartilham o mesmo sentimento de Arcanjo. Um dos entrevistados, o combatente David Moura, mostrou uma visão bastante diferente, declarando abertamente que não se importa com o rótulo de mercenário. Sua fala trouxe uma perspectiva chocante sobre a motivação de alguns envolvidos.

“De certa forma, trocar tiro, posso cair, posso matar, posso morrer em combate por dinheiro, eu sou um mercenário. Eu gosto”, afirmou David Moura ao Fantástico, sem rodeios.

Essa dualidade de sentimentos entre os baianos que foram para a Ucrânia destaca as complexidades e os diferentes impactos psicológicos que a guerra pode ter. Enquanto um lado reflete sobre o custo humano e o arrependimento, outro abraça a natureza brutal do conflito em troca de recompensas financeiras. A reportagem do Fantástico joga luz sobre as histórias pessoais por trás das manchetes da guerra.

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