A Bahia deu um grande passo no combate ao crime organizado em 2025. A Polícia do estado, em uma série de operações coordenadas, conseguiu prender nada menos que 190 líderes de facções criminosas. Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de impressionantes R$ 12 bilhões que vinham de atividades ilegais, um golpe direto no caixa dessas organizações.
Os números foram divulgados pelo deputado estadual Marcelino Galo (PT), que teve acesso a informações oficiais das forças de segurança pública. Segundo o parlamentar, as ações focaram nos integrantes do alto escalão das facções, considerados as cabeças por trás dos esquemas criminosos.
Líderes capturados dentro e fora da Bahia
Entre janeiro e dezembro do ano passado, a estratégia das forças de segurança foi clara: mirar nos chefes e em quem comandava as organizações. Dos 190 presos, a maioria (115) foi capturada dentro do território baiano, mostrando a intensa atuação policial local. Mas o braço da lei foi além das fronteiras do estado.
Outros 75 líderes foram encontrados e presos em outros lugares, principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Essas capturas fora da Bahia aconteceram graças à parceria com polícias de outros estados e federais, mostrando que os criminosos não têm onde se esconder por muito tempo, mesmo tentando fugir para longe.
Um detalhe importante é que, entre os detidos, 23 nomes faziam parte do famoso Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP). Essa ferramenta é como uma lista dos criminosos mais perigosos e procurados do estado, ajudando a polícia a priorizar quem precisa ser tirado de circulação com urgência.
"Muitos desses líderes tentam se esconder em outros estados achando que vão escapar da polícia daqui", explicou Galo, "mas o trabalho de inteligência tem sido fundamental para localizá-los, provando que nossas ações de combate ao crime organizado não param nas divisas do estado."
Para o deputado Marcelino Galo, esses resultados mostram que as investigações estão avançando bastante e que a polícia está trabalhando de forma cada vez mais integrada para enfrentar essas facções.
Bloqueio financeiro: um duro golpe no crime
Além das prisões, o bloqueio de mais de R$ 12 bilhões nas contas dos criminosos é um golpe financeiro significativo. Essa medida, autorizada pela Justiça, serve para cortar o dinheiro que sustenta essas organizações, dificultando a compra de armas, a manutenção de estruturas e o pagamento de seus integrantes. É uma forma de enfraquecer o crime onde mais dói: no bolso, comprometendo sua capacidade de atuar.
Galo fez questão de frisar que esses bons resultados são frutos de uma política de segurança baseada no Policiamento Orientado pela Inteligência e na integração entre as polícias estaduais e federais. Essa união foi crucial para garantir que o combate às estruturas do crime organizado tenha um impacto direto e efetivo na segurança de todos os baianos.







