Um homem foi preso em Feira de Santana (BA) suspeito de participação na morte do pregador evangélico Wesley Bacelar da Silva Bento, de 27 anos. Ele foi assassinado na noite de terça-feira (2), com mais de 15 disparos, na Rua Ponta Porã, bairro Novo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, o detido confessou ter colaborado com o crime ao repassar informações sobre o trajeto da vítima e permanece à disposição da Justiça.
De acordo com informações da Delegacia de Homicídios de Feira de Santana, Wesley foi alvo de uma emboscada. Dois homens armados se aproximaram quando ele deixava um familiar em casa e efetuaram diversos disparos. A motocicleta e o celular do pregador foram encontrados no local do ataque, o que reforçou, inicialmente, a hipótese de execução, e não de assalto, já apontada em relatos preliminares da polícia e da imprensa local.
O suspeito preso foi localizado no próprio bairro Novo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, ele admitiu em depoimento que informou aos executores o horário em que Wesley passaria por determinada rua, atendendo a uma ordem de um terceiro envolvido, ainda não localizado. A prisão ocorreu em flagrante pelo repasse de informações que teriam facilitado a execução.
As investigações apontam, até o momento, para uma motivação ligada a desavenças em um grupo de notícias em aplicativo de mensagens do qual Wesley participava. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos acreditavam que ele estaria repassando para terceiros informações consideradas internas desse grupo. A principal linha de apuração é a de uma “vingança digital”, relacionada à crença de que o pregador estaria colaborando com autoridades com base em conversas em grupos de WhatsApp.
Wesley Bacelar era conhecido na cidade e nas redes sociais. Em diferentes reportagens, é descrito como pregador evangélico, missionário e estudante de ciências bíblicas, com cerca de 45,7 mil seguidores em suas contas, onde publicava vídeos de pregações, cultos e mensagens religiosas. Ele deixa esposa e quatro filhos.
Os pais do pregador relataram, em entrevistas à TV Subaé, que o filho era visto como trabalhador, dedicado à igreja e sem histórico de envolvimento em conflitos. Eles pedem que o caso seja totalmente esclarecido e que os responsáveis sejam identificados. O velório foi realizado na Rua Poseidon, no bairro Papagaio, e o sepultamento ocorreu no Cemitério Jardim das Flores, em Feira de Santana.
A Delegacia de Homicídios de Feira de Santana informou que segue analisando imagens de câmeras de segurança, ouvindo testemunhas e aprofundando a linha de investigação relacionada às desavenças em grupos de mensagens. A polícia trabalha para identificar e localizar os executores e possíveis mandantes do crime, bem como esclarecer em detalhes a dinâmica e a motivação do homicídio.







