A Bahia contabilizou, em um intervalo inferior a 15 dias, o assassinato de dois advogados em municípios distintos do interior do estado. Os crimes, registrados em Itororó e Jeremoabo, levaram a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) a cobrar rapidez na identificação e punição dos responsáveis.
O primeiro caso ocorreu em 25 de julho, quando a advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, foi morta a tiros dentro da própria casa, em Itororó, no sudoeste baiano. Segundo a Polícia Civil, três suspeitos armados, com o rosto cobertos por capuzes, entraram na residência da vítima e dispararam várias vezes contra ela, que não resistiu e morreu no local.
Cláudia atuava nas áreas de Direito Civil, Direito do Consumidor e Direito da Família. Após o crime, as investigações apontaram que familiares da advogada haviam registrado boletim de ocorrência por extorsão, relacionado à cobrança de uma suposta dívida atribuída a um parente da vítima. Os suspeitos chegaram a obrigar a família a transferir dois veículos como forma de pagamento. A Polícia Civil também apura indícios de que a residência foi monitorada antes da execução.
Dias depois, dois suspeitos foram presos durante a Operação Vendetta, deflagrada pela Polícia Civil. Entre os presos está um homem de 27 anos, monitor de ressocialização terceirizado, detido ao deixar o Conjunto Penal de Lauro de Freitas, e um segundo investigado, de 29 anos, policial militar da ativa, que teve o mandado de prisão temporária cumprido durante a operação.
O segundo homicídio foi registrado na terça-feira (4), quando o advogado Diego Fraga de Castro foi encontrado morto dentro do próprio carro na zona rural de Jeremoabo, no norte da Bahia. O corpo foi localizado dentro do veículo, de cor amarela, nas proximidades da Serra da Santa Cruz.
Diego era natural de Pinhão, em Sergipe, e morava em Paulo Afonso, na Bahia, onde atuava como advogado. A Polícia Civil investiga a hipótese de emboscada, mas a causa da morte e a motivação do crime ainda não foram esclarecidas.
Diante dos dois casos em curto espaço de tempo, a violência contra profissionais da advocacia voltou a preocupar o meio jurídico baiano. A OAB-BA informou estar atenta ao andamento das duas apurações e pediu que os casos sejam resolvidos com agilidade, com a devida responsabilização dos envolvidos. Em Jeremoabo, a apuração das circunstâncias da morte de Diego Fraga segue em andamento pela Polícia Civil.







