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Avó de crianças desaparecidas em Bacabal é atropelada e diz que foi proposital

Após 2 meses do sumiço dos netos em Bacabal (MA), avó é atropelada e levanta suspeitas de crime proposital após motorista fugir. Leia mais.

Redação ChicoSabeTudo
05 de março, 2026 · 10:18 2 min de leitura
Reprodução: Instagram/ @andreluisreporte e @claricecardoso1004
Reprodução: Instagram/ @andreluisreporte e @claricecardoso1004

Francisca Cardoso, avó materna de Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos) — crianças que estão desaparecidas há mais de dois meses —, encontra-se hospitalizada após ser vítima de um atropelamento na última sexta-feira (27/2). O marido dela, José Emídio, também ficou ferido. O casal trafegava de motocicleta quando foi atingido por uma caminhonete de cor branca. Segundo os relatos, o motorista do veículo fugiu do local sem prestar socorro às vítimas.

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De acordo com as informações divulgadas, Francisca sofreu fraturas no punho e no joelho. José Emídio apresentou uma fratura exposta, também na região do joelho. Ambos necessitarão de intervenções cirúrgicas para a reparação das lesões.

O episódio, no entanto, gerou novos questionamentos por parte da família. Após o atropelamento, Francisca declarou acreditar que a colisão não foi um mero acidente de trânsito, sugerindo que o ato tenha sido proposital. Essa suspeita se alinha a outra convicção recente expressa pela avó: a de que seus netos não estão perdidos na área de floresta da região.

Relembre o desaparecimento

O sumiço de Ágatha e Allan ocorreu no dia 4 de janeiro, no quilombo São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. As crianças saíram da residência acompanhadas do primo, Anderson Kauan, de 8 anos, com o intuito de colher maracujá.

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Quatro dias após o desaparecimento, Anderson foi localizado com vida a cerca de quatro quilômetros da comunidade. Para tentar encontrar os irmãos, os órgãos de segurança pública mobilizaram uma força-tarefa composta por mais de 260 agentes. As equipes realizaram varreduras rigorosas em uma área de aproximadamente 200 quilômetros, abrangendo:

  • Áreas de mata fechada;

  • Trechos do Rio Mearim;

  • Lagos e regiões alagadas.

A principal linha de investigação

Passados mais de 60 dias do desaparecimento, a Polícia Civil do Maranhão (PCMA) mantém o inquérito em andamento. Devido à ausência de vestígios físicos das crianças na mata, a corporação trabalha com uma hipótese central.

Segundo um delegado envolvido nas buscas, a linha de investigação mais considerada no momento aponta para a possibilidade de os irmãos terem se desorientado e caído no Rio Mearim.

“Cada informação que tem chegado, a gente tem checado. Mas a linha de investigação mais forte mesmo é de terem se perdido na mata e caído na água.”

A autoridade policial enfatizou, contudo, que o inquérito ainda não foi finalizado. Embora o afogamento seja a tese considerada mais provável pelas autoridades no atual estágio das investigações, outras possibilidades ainda são apuradas no relatório oficial. A Polícia deve agora investigar também as circunstâncias do atropelamento dos avós para confirmar ou descartar qualquer relação com o sumiço das crianças.

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