O policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, está desaparecido desde a noite de quarta-feira (7/1), após ter sido visto na região da avenida dos Funcionários Públicos, na zona sul de São Paulo. Uma testemunha ouvida pela polícia afirmou que, horas antes do sumiço, o agente teria se envolvido em uma discussão motivada por uma aposta de queda de braço.
Segundo o depoimento, Fabrício estava com Mirys Sthefanny Bezerra Siqueira e Isaque Duarte da Silva quando Riclecio Cerqueira de Moraes se juntou ao grupo. Em determinado momento, conforme o relato, Fabrício e Riclecio teriam se desentendido por causa da aposta. Riclecio, por sua vez, negou à polícia que tenha havido briga.
Ainda de acordo com a versão apresentada pela testemunha, após permanecer com o PM até a manhã seguinte, Isaque teria saído de carro com Fabrício em direção a uma padaria. No trajeto, os dois teriam sido abordados por um homem conhecido como “Gato Preto”, que perguntou sobre o desentendimento envolvendo Riclecio.
O depoimento aponta que Fabrício decidiu ir até o fim da rua, em um ponto conhecido da região, para “conversar”. Ao chegar, segundo a testemunha, ambos foram recepcionados por cerca de seis pessoas, separados e questionados se o policial estava armado. O relato afirma que o PM respondeu que sim e teve dois revólveres retirados; depois disso, a testemunha diz não ter mais visto Fabrício.
Na tarde de quinta-feira (8/1), a polícia localizou o carro do PM, um Ford Ka, carbonizado em uma estrada de terra no bairro Jardim Mombaça, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Imagens analisadas pela investigação também teriam registrado o veículo circulando na cidade antes de ser encontrado queimado.
Até o momento, três suspeitos foram presos por possível envolvimento no caso, que segue sob investigação para esclarecer o desaparecimento e localizar o policial. A ocorrência foi registrada como desaparecimento de pessoa e localização/apreensão de veículo, e a apuração continua em andamento.








