A morte trágica de um capitão da Polícia Militar na Avenida Contorno, em Salvador, na noite da última quinta-feira (15), reacendeu o debate sobre a segurança pública na capital baiana. O vereador Alexandre Aleluia (PL) não demorou a manifestar sua indignação, ligando o crime a uma suposta 'ideologia que alivia para os bandidos' e tecendo duras críticas ao governo do estado.
A polêmica ganhou ainda mais força com a informação de que um dos envolvidos no assassinato estava cumprindo regime aberto. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador 100.1, nesta sexta-feira (16), Aleluia avaliou que a situação é um reflexo direto de uma visão de justiça que, segundo ele, favorece criminosos.
Regime Aberto e a Crítica à Ideologia
Para o vereador, a crise que Salvador vive na segurança não é por falta de policiais ou viaturas. Ele pontuou que o problema é muito mais complexo e ideológico.
"A crise na segurança pública é resultado de uma ideologia que alivia o lado dos bandidos. O assassino do capitão da PM tinha sido preso e foi solto há alguns meses. Teve uma medida alternativa aplicada à prisão e isso faz parte de uma ideologia que alivia a pena para os bandidos", explicou Alexandre Aleluia.O regime aberto, que é uma das modalidades de cumprimento de pena, permite ao condenado trabalhar durante o dia e recolher-se em casa ou em casa de albergado à noite. No entanto, a concessão em casos de crimes graves e a reincidência de criminosos nesse regime tem sido alvo de constantes questionamentos por parte de setores da sociedade e da política, como no caso apontado pelo vereador.
Um Chamado à Oposição e à Sociedade
Durante a entrevista, Alexandre Aleluia fez um apelo para que a Oposição ao PT na Bahia apresente um projeto claro e com diferenças ideológicas bem definidas. Ele defende que essa oposição se vincule a uma candidatura nacional, ampliando a percepção de uma alternativa para o eleitorado baiano.
"A Oposição tem que mostrar de maneira clara porque ela é diferente. Qual é o projeto de Bahia e de Brasil que ela defende. O caso do assassinato do capitão da PM é muito trágico e infeliz para a nossa cidade. Mas os eleitores e os políticos precisam decidir: ou você está do lado do bandido ou você está do lado da PM. Não tem como você ficar no meio, em cima do muro nessa questão", asseverou o vereador.
A morte do capitão da PM e as declarações de Aleluia colocam em xeque as políticas de segurança e justiça, demandando uma reflexão profunda sobre o modelo de combate à criminalidade e o papel do Estado na proteção dos cidadãos e das forças de segurança.







