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Polícia

Agentes da própria polícia estavam por trás do sequestro e morte de empresário em Alagoas

Quatro dias após negar qualquer envolvimento da corporação, a PC-AL prendeu dois policiais civis e um empresário suspeitos de executar Rogério Carício, 43 anos, em Coruripe.

Redação ChicoSabeTudo
27 de julho, 2026 · 06:02 2 min de leitura
Viatura da Polícia Civil de Alagoas em operação
Viatura da Polícia Civil de Alagoas em operação

A Polícia Civil de Alagoas (PC-AL) prendeu, no último sábado (25), dois policiais civis e um empresário suspeitos de envolvimento no sequestro e na morte de Rogério Homem de Andrade Barros Carício, de 43 anos. O crime aconteceu em Coruripe, no Litoral Sul de Alagoas. A prisão dos três suspeitos ocorreu cinco dias após o crime e virou o rumo das investigações de ponta-cabeça.

As investigações apontam que Rogério foi sequestrado na última segunda-feira (20), logo após sair de uma farmácia. Imagens registradas por testemunhas mostram o empresário sendo abordado por três homens vestidos com roupas semelhantes às utilizadas pela Polícia Civil, usando balaclavas. A vítima foi algemada e colocada no banco traseiro de um veículo descaracterizado. Cerca de 24 horas depois, o corpo de Rogério foi encontrado em um canavial, em uma estrada de barro no município de Coruripe.

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A vítima foi encontrada morta no dia seguinte com marcas de tiros e sinais de tortura. A vítima estava de bruços, apresentava marcas de tiros na cabeça, sinais de tortura e foi localizada sem os dois olhos. Até o momento, a Polícia Civil ainda não confirmou se a perda dos olhos ocorreu em decorrência dos disparos ou se houve mutilação após a execução.

O detalhe que mais chama atenção no caso é a reviravolta nas investigações. Quando o cadáver foi encontrado, o delegado responsável pelo caso havia afirmado que não existiam indícios de participação de policiais civis na ação, sustentando a hipótese de que criminosos estariam utilizando vestimentas semelhantes às da corporação para simular uma operação policial. Com o avanço das investigações, no entanto, essa linha foi revista, culminando na prisão de dois agentes da Polícia Civil apontados como suspeitos de envolvimento no crime.

Duas prisões ocorreram em Coruripe e uma em Arapiraca. Os três suspeitos foram encaminhados à Delegacia Geral da Polícia Civil, em Maceió, onde passaram pelos procedimentos legais. Até o momento, as identidades dos presos e os detalhes sobre a participação de cada um no crime não foram divulgados.

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A investigação também revelou o perfil da vítima. Segundo a investigação, o empresário morto cumpria pena no regime semiaberto por envolvimento em um furto a carro-forte ocorrido em João Pessoa (PB), em 2014. Ainda conforme o delegado, o empresário possuía antecedentes relacionados a outros crimes, entre eles porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, receptação e uso de documento falso.

Carício atuava no ramo de locação de veículos e era alvo de investigação da polícia judiciária alagoana. A principal hipótese investigada pelas autoridades é de que o sequestro e o assassinato tenham sido motivados por uma suposta dívida financeira envolvendo a vítima. A Polícia Civil ainda apura a possível utilização de veículos alugados por terceiros que poderiam ter sido usados em práticas criminosas na região.

O caso é tratado formalmente como homicídio. A polícia trabalha na coleta de depoimentos e análise de elementos de prova para identificar a autoria e determinar a motivação do crime. As investigações seguem em andamento pela Polícia Civil de Alagoas.

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