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Polícia

Advogada 'Rainha do Sul' é denunciada por crime organizado na Bahia

Advogada conhecida como 'Rainha do Sul' é denunciada pelo MP-BA por crime organizado, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, atuando como elo entre chefe preso e membros soltos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
23 de janeiro, 2026 · 18:39 2 min de leitura
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias
Foto: Ronne Oliveira / Bahia Notícias

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), fez uma denúncia na última terça-feira (20) contra uma advogada conhecida como a 'Rainha do Sul'. Ela é acusada de integrar uma organização criminosa armada, de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro, mostrando um envolvimento profundo com grupos criminosos atuantes na Bahia.

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De acordo com as informações do Gaeco, essa advogada tinha um papel central dentro da estrutura da quadrilha. Ela agia como o principal elo de comunicação entre o chefe da organização — que está preso no sistema prisional de Serrinha, na Bahia — e os outros membros que estavam soltos. Essa posição estratégica permitia que as operações do grupo continuassem mesmo com o líder detido.

Como a 'Rainha do Sul' operava na organização criminosa

As investigações apontam que a advogada usava sua profissão e as garantias que ela oferece para transmitir recados importantes. Ela passava ordens, fazia ameaças e dava orientações estratégicas da facção. Além disso, intermediava a cobrança de dívidas e administrava o dinheiro que vinha de atividades ilegais, como o tráfico de drogas e armas.

“A advogada exercia papel central na estrutura do grupo, atuando como o elo de comunicação entre o líder da organização — atualmente custodiado no sistema prisional de Serrinha — e os membros em liberdade”, informou o Gaeco.

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As apurações, que começaram com o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), revelaram uma organização muito bem montada. O grupo tinha divisão de tarefas e uma hierarquia clara, dedicando-se de forma contínua ao tráfico de entorpecentes e ao comércio ilegal de armas.

Lavagem de dinheiro e sistema de 'caixinha'

O Ministério Público confirmou que há provas dos crimes cometidos e que a organização existia com o objetivo de conseguir dinheiro e bens de forma ilícita. Eles coordenavam suas atividades usando aplicativos de mensagens, onde controlavam o fluxo de dinheiro e faziam arrecadações regulares entre os membros, um sistema conhecido como “caixinha”.

Para esconder a origem do dinheiro sujo, a denúncia detalha que a advogada usava 'laranjas' (pessoas interpostas) para a lavagem de capitais. Parte desses recursos ilegais era transformada em joias de alto valor, que foram encontradas com ela durante as fases da operação policial. Isso mostra a complexidade e a sofisticação da rede criminosa em que ela estava envolvida, usando todos os meios possíveis para perpetuar suas ações ilegais e lucrar com elas.

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