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Polícia

Advogada de facção criminosa é presa em Salvador com R$ 190 mil

Poliane França Gomes, advogada suspeita de ligação com facção criminosa, foi presa em Salvador com R$ 190 mil em dinheiro durante operação policial.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
01 de dezembro, 2025 · 18:31 1 min de leitura
Advogada foi encontrada com R$ 190 mil em espécie.
Advogada foi encontrada com R$ 190 mil em espécie.

A mulher identificada como Poliane França Gomes, acusada de ser advogada de uma facção criminosa, teve sua prisão mantida durante audiência de custódia realizada na sexta-feira (28), na cidade de Salvador, na Bahia. A detenção ocorreu na quinta-feira (27) e foi parte da Operação Rainha do Sul, realizada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

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Poliane foi presa em posse de R$ 190 mil em espécie, e segundo a Polícia Civil, ela mantinha um relacionamento íntimo com o líder da facção, atualmente encarcerado no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, a cerca de 190 km da capital baiana. O homem é conhecido como Leandro de Conceição Santos Fonseca, ou “Shantaram”, e era responsável por coordenar atividades ilícitas da organização.

A mulher é acusada de desempenhar papel crucial na comunicação entre os membros da facção, além de organizar cobranças e transmitir ordens estratégicas. A operação resultou no cumprimento de 14 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão em diversos estados, incluindo Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Foram apreendidos também R$ 1 milhão em joias de ouro e a Justiça bloqueou R$ 100 milhões em contas bancárias relacionadas ao grupo criminoso.

A Ordem dos Advogados do Brasil - Sessão Bahia (OAB-BA) informou que o Tribunal de Ética e Disciplina irá analisar o caso da advogada. Em nota, a OAB destacou que uma representante acompanhou a prisão, conforme prevê a legislação federal, que assegura a presença de um membro da entidade durante detenções que envolvam advogados em razão do exercício da profissão.

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As investigações continuam e a OAB-BA, seguindo a legislação, não comentará o processo disciplinar que está sendo apurado até que ocorra o seu desfecho.

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