Um adolescente, investigado por participar de um estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (6). A entrega aconteceu na 54ª Delegacia de Polícia (Belford Roxo), pondo fim a uma busca que começou na quinta-feira (5), quando a Justiça emitiu um mandado de busca e apreensão contra ele.
As investigações apontam que o adolescente pode ser a “mente por trás” de pelo menos dois casos graves de abuso. Além do estupro coletivo em Copacabana, outro caso foi denunciado após a repercussão do primeiro crime. Como ele é menor de idade, sua identidade não foi divulgada, mas a Justiça o investiga por um ato infracional grave, equivalente a um crime.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) se manifestou a favor da internação do jovem. Essa decisão do MP-RJ marca uma mudança importante no caso.
Revisão da decisão pelo Ministério Público
No início da investigação, na quarta-feira (4), o MP-RJ havia discordado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e, em um primeiro momento, pediu à Justiça que negasse o pedido para apreender o adolescente. Naquela época, o órgão informou, por meio de nota, que “eventuais medidas cautelares poderiam ser requeridas no decorrer da investigação”.
No entanto, a situação mudou rapidamente. O promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, reviu sua posição inicial. Ele enviou uma nova manifestação à Justiça, agora concordando totalmente com o pedido de internação do adolescente. A justificativa para essa mudança foi o surgimento de novas denúncias contra o menor, indicando a gravidade das acusações e a necessidade de uma medida mais rígida.
A revisão aconteceu depois de uma manifestação anterior de Messenberg, enviada na segunda-feira (2) à Vara da Infância e da Juventude, onde ele havia solicitado que a Justiça negasse o pedido de apreensão relacionado ao caso da garota de Copacabana.
Enquanto a situação do adolescente estava sendo definida, a investigação sobre os adultos envolvidos já havia avançado. No sábado anterior (28), a 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente já tinha mandado prender quatro homens maiores de idade, também envolvidos no estupro coletivo.







