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Polícia

Adolescente suspeito de estupro coletivo se entrega à polícia no Rio

Adolescente suspeito de ser a "mente por trás" de estupro coletivo em Copacabana e outro abuso se entrega à polícia. MP-RJ reviu decisão e pede internação.

Redação ChicoSabeTudo
06 de março, 2026 · 15:48 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Câmera de Segurança
Foto: Reprodução / Câmera de Segurança

Um adolescente, investigado por participar de um estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana, no Rio de Janeiro, se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (6). A entrega aconteceu na 54ª Delegacia de Polícia (Belford Roxo), pondo fim a uma busca que começou na quinta-feira (5), quando a Justiça emitiu um mandado de busca e apreensão contra ele.

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As investigações apontam que o adolescente pode ser a “mente por trás” de pelo menos dois casos graves de abuso. Além do estupro coletivo em Copacabana, outro caso foi denunciado após a repercussão do primeiro crime. Como ele é menor de idade, sua identidade não foi divulgada, mas a Justiça o investiga por um ato infracional grave, equivalente a um crime.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) se manifestou a favor da internação do jovem. Essa decisão do MP-RJ marca uma mudança importante no caso.

Revisão da decisão pelo Ministério Público

No início da investigação, na quarta-feira (4), o MP-RJ havia discordado da Polícia Civil do Rio de Janeiro e, em um primeiro momento, pediu à Justiça que negasse o pedido para apreender o adolescente. Naquela época, o órgão informou, por meio de nota, que “eventuais medidas cautelares poderiam ser requeridas no decorrer da investigação”.

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No entanto, a situação mudou rapidamente. O promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, reviu sua posição inicial. Ele enviou uma nova manifestação à Justiça, agora concordando totalmente com o pedido de internação do adolescente. A justificativa para essa mudança foi o surgimento de novas denúncias contra o menor, indicando a gravidade das acusações e a necessidade de uma medida mais rígida.

A revisão aconteceu depois de uma manifestação anterior de Messenberg, enviada na segunda-feira (2) à Vara da Infância e da Juventude, onde ele havia solicitado que a Justiça negasse o pedido de apreensão relacionado ao caso da garota de Copacabana.

Enquanto a situação do adolescente estava sendo definida, a investigação sobre os adultos envolvidos já havia avançado. No sábado anterior (28), a 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente já tinha mandado prender quatro homens maiores de idade, também envolvidos no estupro coletivo.

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