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Polícia

Acusado de ser médico simula morte com cadáver comprado em Guarulhos

Investigação em Guarulhos aponta que acusado usou cadáver comprado e pagou propina a servidores para simular sua morte.

Redação ChicoSabeTudo
18 de outubro, 2025 · 09:24 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público de Sorocaba revelou um esquema incomum e macabro: um homem acusado de ser médico tentou simular a própria morte para escapar da Justiça em Guarulhos (São Paulo).

O esquema

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Segundo os órgãos, a farsa envolveu a negociação de um cadáver e pagamento de propina a servidores para liberar o corpo como se fosse “não reclamado”. Documentos do processo apontam subornos entre R$ 3 mil e R$ 8 mil.

Um relatório parcial da Polícia Civil registra, por exemplo, o pagamento de R$ 5.000 pela liberação irregular do corpo de um indigente que teria sido usado no sepultamento simulado. Além disso, foi identificada adulteração em vários documentos — certidão de óbito, atestado médico e até o selo digital — para dar aparência de veracidade ao enterro.

Como alguém pensou que isso passaria despercebido?

Envolvidos e procedimentos

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Os autos indicam que servidores do Serviço Funerário Municipal e da Secretaria da Saúde de Guarulhos teriam sido acionados para a chamada “liberação de corpo não reclamado”, em um combinado que uniu documentos forjados e pagamentos a agentes públicos.

O principal investigado é Fernando Henrique Guerrero, também conhecido como Fernando Henrique Dardis. Ele responde por apurações relacionadas a homicídio e ao exercício ilegal da profissão. No ano anterior, Guerrero se apresentou à autoridade policial no 1º Distrito Policial de Guarulhos, acompanhado de advogado, e permaneceu à disposição da Justiça desde então.

Decisões judiciais e apuração

A fraude foi detectada durante as investigações e o reconhecimento judicial do óbito foi revertido. Em 2025, o juiz Emerson Tadeu Pires de Camargo, da comarca de Sorocaba, determinou a reabertura do processo, revogou o reconhecimento da morte e expediu novo mandado de prisão preventiva.

“A Prefeitura informou ter instaurado sindicância na Corregedoria e afirmou que vinha colaborando com as autoridades desde o início das investigações”
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A gestão municipal confirmou a instauração da sindicância, mas não detalhou que medidas foram tomadas para proteger os sistemas de registro nem quais punições foram aplicadas aos servidores apontados como envolvidos.

O caso segue em apuração pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, com o processo reaberto e o mandado de prisão preventiva em vigor. As investigações continuam para esclarecer responsabilidades e definir eventuais medidas administrativas e criminais.

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