Uma tragédia abalou a BR-101, em Mucuri, na Bahia, no último sábado (27), quando uma colisão frontal entre uma minivan e uma caminhonete resultou na morte de 11 pessoas. Entre as vítimas estavam crianças e idosos, todos membros de duas famílias que tiveram seus planos brutalmente interrompidos.
O acidente, que aconteceu por volta das 8h50 no km 953 da rodovia, deixou um cenário de horror. Após o forte impacto, os dois veículos pegaram fogo, e, infelizmente, oito dos 11 corpos ficaram carbonizados. Dez pessoas morreram ainda no local do acidente, enquanto a 11ª vítima, uma criança, chegou a ser socorrida para um hospital no Espírito Santo, mas não resistiu aos ferimentos.
Minivan invadiu a contramão, indica PRF
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a causa inicial da colisão foi a invasão da contramão pela minivan. O veículo, que seguia no sentido Vitória (ES) com oito ocupantes, chocou-se de frente com uma caminhonete S10, que vinha no sentido Teixeira de Freitas (BA) e transportava três pessoas.
A fatalidade ocorreu a apenas quatro quilômetros da divisa entre Bahia e Espírito Santo, um trecho que agora carrega a memória dolorosa desta perda massiva. A pista precisou ser completamente bloqueada para o trabalho das equipes de resgate e perícia, sendo liberada somente por volta das 13h40.
Duas famílias devastadas
A dor se estende por duas famílias. As oito pessoas que estavam na minivan moravam no distrito de Itabatã, em Mucuri. De acordo com a Prefeitura da cidade, o grupo seguia para a praia Costa Dourada, no litoral sul do município, para celebrar o Réveillon, em um momento que prometia alegria e união.
Já os três ocupantes da caminhonete eram de Linhares, no norte do Espírito Santo. O g1 ES apurou que um deles, Augusto de Jesus Santos, estava levando seus pais, Maria Alice Ferreira da Silva e João Batista de Jesus, para Teixeira de Freitas. Ambos os grupos, com seus planos e expectativas, tiveram suas jornadas interrompidas de forma abrupta.
Identificação dos corpos e investigação
Os corpos das vítimas foram levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas, onde se iniciou o complexo processo de identificação. Os corpos de Eunice Oliveira Santos e da bebê Aurora Santos Gomes foram liberados na noite de sábado, pois não estavam carbonizados. Contudo, a maioria dos demais precisará de exames mais específicos, como DNA, devido ao estado em que se encontravam.
A pequena Maria Alice Santos de Jesus, cuja idade não foi informada, foi a 11ª vítima, morrendo no hospital após ser socorrida em estado grave. Até o momento, não há informações sobre os velórios e sepultamentos das vítimas, enquanto as famílias enfrentam o luto e a burocracia para as últimas despedidas.
"Pode ter sido uma ultrapassagem, pode ter sido a falta de atenção falando ao celular, pode ter sido um pneu que estourou ou um problema mecânico que jogou [a minivan] para o lado contrário da mão da direção", ponderou o inspetor Marcelo Batista, da PRF, em entrevista à TV Bahia.
O inspetor ressaltou que, embora as marcas no local indiquem que a minivan invadiu a contramão, a Polícia Civil e a PRF ainda acompanham o caso e não é possível determinar responsabilidades definitivas antes da conclusão da perícia. A investigação busca clarear as exatas causas dessa tragédia que enlutou o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo.







