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Ventos de quase 100 km/h causam cancelamento de mais de 160 voos em São Paulo

Ventos de até 96 km/h em São Paulo causaram o cancelamento de 167 voos em Congonhas e desviaram outros 31 em Guarulhos, impactando milhares de passageiros.

Redação ChicoSabeTudo
10 de dezembro, 2025 · 21:10 2 min de leitura
Foto: Valter Campanato / EBC
Foto: Valter Campanato / EBC

A quarta-feira (10) foi um dia de muita dor de cabeça para milhares de passageiros em São Paulo, SP. Fortes rajadas de vento, que chegaram a quase 100 km/h, provocaram um verdadeiro caos nos principais aeroportos da capital e da Região Metropolitana, resultando no cancelamento de dezenas de voos e em muitos atrasos.

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O Aeroporto de Congonhas, localizado na Zona Sul de São Paulo, foi um dos mais afetados. Até as 19h de quarta-feira, um total de 167 voos haviam sido cancelados: 80 chegadas e 87 partidas. As informações são da Aena, empresa que administra o terminal.

Os ventos atingiram um pico de 96,3 km/h ao meio-dia em Congonhas, segundo dados da Defesa Civil. Para se ter uma ideia, rajadas acima de 90 km/h são consideradas muito fortes. Elas podem derrubar galhos de árvores, danificar estruturas mais frágeis e dificultar bastante a movimentação de pessoas e carros nas ruas.

Impactos além das pistas

A situação no solo também se complicou. Muitos passageiros relataram uma longa espera para desembarcar, já que as aeronaves demoravam a estacionar e, em alguns casos, as escadas de acesso não eram disponibilizadas rapidamente. Empresas terceirizadas, responsáveis por esse serviço, também tiveram suas operações atrapalhadas pela força dos ventos, o que, consequentemente, atrasou o atendimento às companhias aéreas.

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No Aeroporto Internacional de Guarulhos, a GRU Airport confirmou que as operações também sentiram o impacto das rajadas de vento, que por lá também superaram os 90 km/h. Por lá, 31 aviões que deveriam pousar tiveram que mudar o destino, seguindo para outros aeroportos. Felizmente, a partir das 16h20, com a melhora do clima, as chegadas começaram a ser normalizadas, e as partidas seguiram sem interrupções.

Companhias aéreas se manifestam

A Aena, que administra Congonhas, esclareceu que, apesar de o aeroporto estar operacional, as próprias companhias aéreas optaram pelos cancelamentos. Essa decisão foi tomada por conta das condições de vento forte, orientações do controle de tráfego aéreo e necessidade de ajustar a malha de voos.

A Gol, por exemplo, informou que o mau tempo na Grande São Paulo resultou em uma série de cancelamentos, mudanças de rota e atrasos de voos por todo o país. A Latam também relatou problemas semelhantes — alternâncias, atrasos e cancelamentos — entre terça (9) e quarta-feira (10), atribuindo-os às condições climáticas desfavoráveis.

Diante do cenário, a concessionária Aena fez um importante alerta: quem tem viagem marcada deve sempre consultar sua companhia aérea antes de sair de casa e ir para o terminal, para evitar surpresas e mais transtornos.

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