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Norte e Nordeste têm maior percentual de mortes não registradas, revela IBGE

Apesar de índice nacional atingir menor nível histórico, desigualdade regional ainda é grande

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
20 de maio, 2026 · 11:55 2 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
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PI 637

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (20) as Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos referentes ao ano de 2024. Os dados mostram que o Brasil avançou na cobertura dos registros civis, mas ainda carrega uma desigualdade regional preocupante — e o Norte e o Nordeste estão no centro dela.

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No total, o país deixou de registrar oficialmente 3,40% das mortes ocorridas em 2024, o menor percentual desde o início da série histórica, em 2015. O avanço é real, mas os números escondem uma realidade muito diferente dependendo da região.

Na região Norte, 11,36% das mortes não foram registradas em cartório — mais de três vezes a média nacional. Na prática, isso significa que, a cada 100 pessoas que morreram na região, cerca de 11 não tiveram o óbito oficialmente documentado. No Nordeste, o índice foi de 7,84%, mais que o dobro da média do país.

O contraste com o Sul e o Sudeste é gritante. Na região Sul, apenas 0,91% dos óbitos ficaram sem registro. No Sudeste, o número caiu para 0,76% — o menor do país. O Centro-Oeste ficou com 2,25%.

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O sub-registro ocorre quando o falecimento de uma pessoa não é comunicado ao cartório dentro do prazo legal. Sem esse registro, o cidadão deixa de existir para o Estado — e sua família pode enfrentar dificuldades para acessar direitos como herança, pensão e benefícios previdenciários.

A situação é ainda mais grave quando se trata de crianças menores de um ano. Para essa faixa etária, o percentual de mortes sem registro chegou a 10,80% no Brasil — mais de três vezes a média geral. No Norte, o índice saltou para 26,55%; no Nordeste, foi de 17,58%.

A taxa de mortalidade infantil é um dos principais indicadores de desenvolvimento humano utilizados pela ONU para monitorar o cumprimento das metas de desenvolvimento sustentável.

Os estados com os maiores índices de subnotificação foram Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%), Piauí (3,98%) e Sergipe (3,10%). No outro extremo, Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%) e São Paulo (0,15%) tiveram os menores índices.

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