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Mataripe é a 2ª refinaria do Brasil em volume refinado em 2025

Unidade de São Francisco do Conde completou 76 anos e processou 95,1 milhões de barris no ano, segundo Anuário da ANP

Redação ChicoSabeTudo
21 de setembro, 2026 · 05:50 2 min de leitura

A Refinaria de Mataripe, localizada em São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador, foi a segunda maior do Brasil em volume médio de petróleo refinado em 2025. O levantamento consta do Anuário Estatístico 2026 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), publicado em 26 de junho de 2026 com dados do setor entre 2016 e 2025.

Segundo o documento, Mataripe processou 262,1 mil barris de petróleo por dia em média no ano passado, totalizando 95,1 milhões de barris processados em 2025. A unidade ficou atrás apenas da Replan, em Paulínia (São Paulo), que registrou média de 395,7 mil barris diários. A capacidade instalada de Mataripe é de 302 mil barris por dia.

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A refinaria é administrada pela Acelen desde dezembro de 2021, quando a empresa assumiu a operação até então sob controle da Petrobras. A Acelen é controlada pelo Mubadala Capital, braço de gestão de ativos do fundo soberano de Abu Dhabi.

De acordo com a Acelen, a companhia investiu mais de R$ 4 bilhões em modernização e eficiência operacional desde que assumiu a gestão da unidade. "Desde que assumimos a gestão da Refinaria de Mataripe, investimos mais de R$ 4 bilhões em modernização e eficiência operacional, com o apoio de uma equipe altamente capacitada", afirmou Celso Ferreira, vice-presidente de Operações da Acelen.

Segundo a empresa, os investimentos resultaram em aumento de produção, ganhos de eficiência e segurança energética, além de redução no consumo de energia e nas emissões da planta.

A unidade completou 76 anos em 17 de setembro de 2026 e responde por 80% da capacidade de refino da Bahia e 42% da capacidade do Nordeste, conforme dados divulgados pela própria Acelen.

A empresa também mantém um projeto, por meio da Acelen Renováveis, para produzir 1 bilhão de litros anuais de combustível de aviação sustentável (SAF) e diesel renovável a partir da macaúba, planta nativa do Cerrado. As fontes consultadas confirmam a existência e a capacidade prevista do projeto, mas não trazem confirmação independente sobre o estágio atual das obras da biorrefinaria.

Há divergência entre fontes quanto à média diária de processamento em 2025: enquanto a Acelen e o Anuário da ANP apontam 262,1 mil barris por dia, uma entrevista concedida por representante da empresa mencionou média de 280 mil barris por dia. A reportagem optou pelo dado oficial do Anuário Estatístico 2026 da ANP, reproduzido também pela própria Acelen em comunicado.

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