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Municipios

Mural pró-Palestina gera tensão com turistas em Itacaré

Organizadora e proprietário apresentaram versões sobre os limites da pintura em um casarão no centro da cidade.

Redação ChicoSabeTudo
06 de novembro, 2026 · 21:15 2 min de leitura
Foto: Mariá Veiga / Frente Palestina do Sul da Bahia | Fonte: Bahia Notícias Municípios
Foto: Mariá Veiga / Frente Palestina do Sul da Bahia | Fonte: Bahia Notícias Municípios

Uma intervenção artística pró-Palestina em um casarão histórico no centro de Itacaré, no sul da Bahia, gerou um desentendimento entre ativistas e turistas israelenses. A ação ocorreu em 30 de outubro e foi organizada pela Frente Palestina Sul da Bahia, segundo o jornal O Globo, citado pelo Bahia Notícias.

A proposta inicial era pintar uma melancia, símbolo da causa palestina, mas outras pessoas acrescentaram frases e desenhos à fachada. Entre as mensagens estava a expressão “Do Rio ao Mar”, associada por ativistas à defesa de direitos dos palestinos e interpretada por representantes da comunidade judaica e apoiadores de Israel como um chamado à eliminação do Estado israelense.

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A professora e ativista Mariá Veiga, organizadora da intervenção, afirmou que o proprietário havia autorizado a pintura. Segundo ela, turistas israelenses tentaram retirar materiais da fachada horas depois da manifestação. Parte dos cartazes foi removida durante a madrugada, informou o Bahia Notícias.

O proprietário contestou a intervenção e disse que as mensagens e os desenhos ultrapassaram o que havia sido combinado. Ele pediu que a fachada fosse pintada novamente para cobrir o material. Os termos do acordo não foram detalhados na reportagem.

Segundo o Bahia Notícias, vídeos que circulam nas redes sociais mostram um grupo de israelenses sendo confrontado por pessoas na praça e deixando o local sob vaias. A Polícia Civil informou que não foi acionada, conforme a publicação.

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A Confederação Israelita do Brasil (Conib) condenou atos de violência contra o patrimônio e manifestações que considerou ofensivas ou ameaçadoras a turistas e judeus. A entidade afirmou que a defesa dos direitos dos palestinos é compatível com o respeito aos israelenses e à comunidade judaica.

Em nota divulgada em 5 de novembro, segundo o portal Ilhéus Eventos, a Prefeitura de Itacaré afirmou que não participou do acordo envolvendo o imóvel e repudiou a violência, a intolerância e a discriminação. A gestão disse que a apuração de possíveis ameaças, violência e intimidação cabe às forças policiais e ao Judiciário.

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