O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) autorizou a supressão de vegetação nativa para as obras de expansão subterrânea do metrô de Salvador até o Campo Grande. A licença tem validade de dois anos e foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026.
O pedido de autorização foi feito pela Companhia de Transportes da Bahia (CTB), responsável pela execução da obra. A expansão faz parte do Tramo IV da Linha 1 do sistema metroviário e vai ligar a Estação da Lapa à futura Estação Campo Grande.
Além da supressão de vegetação, o Inema autorizou a CTB a realizar manejo da fauna silvestre durante o período de dois anos, com o objetivo de resgatar animais na área das obras. O órgão também exigiu que a companhia apresente, com pelo menos 45 dias de antecedência, o cronograma das atividades de supressão vegetal.
O projeto prevê cerca de 1,1 quilômetro de túnel subterrâneo. O trajeto passa por baixo da Avenida Joana Angélica e da região do Politeama até chegar ao Largo do Campo Grande. As obras foram autorizadas em abril de 2026.
Há divergência entre as fontes sobre o valor do investimento na obra. A pauta consultada pelo Inema aponta cerca de R$ 1,16 bilhão. Já o Jornal Grande Bahia informou investimento superior a R$ 1,518 bilhão, com recursos vindos de um programa federal de mobilidade urbana e do governo estadual.
A estimativa de passageiros também varia conforme a fonte: a autorização do Inema cita cerca de 11,5 mil passageiros por dia, enquanto o Jornal Grande Bahia menciona projeção de 12 mil passageiros diários, afirmando que o número de 11,5 mil seria uma estimativa oficial anterior.
Segundo o Jornal Grande Bahia, a nova estação ficará próxima a escritórios, comércios, hotéis, escolas e ao Campus Universitário do Canela, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O prazo estimado para as obras é de 40 meses, com previsão de entrega da estação Campo Grande no segundo semestre de 2029.







