O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) liberou a instalação de mais uma usina de concreto para apoiar a construção da Ponte Salvador-Itaparica. A autorização saiu no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (28) e vale por cinco anos.
A estrutura vai funcionar no imóvel conhecido como Vila Mariá, no distrito de Mar Grande, em Vera Cruz (BA), na Região Metropolitana de Salvador. Com o aval do órgão ambiental, a Concessionária Sistema Rodoviário Ponte Salvador Ilha de Itaparica S/A pode agora montar o chamado Canteiro de Obras 02, que vai reunir a usina e áreas para fabricação de peças pré-moldadas.
Segundo a portaria, a capacidade de produção chega a 95 toneladas de concreto por dia. Para erguer o canteiro, o Inema também autorizou a retirada de vegetação nativa em uma área de 2,0885 hectares. Desse total, 1,7746 hectare tem rendimento lenhoso, com volume de madeira calculado pelo órgão em 16,14 metros cúbicos.
A concessionária terá que enviar ao Inema o cronograma das atividades de supressão da vegetação com pelo menos 45 dias de antecedência. A madeira retirada da área precisa ter destino definido conforme as regras ambientais em vigor.
Esse não é o primeiro canteiro instalado em Vera Cruz (BA). Já existe o Canteiro de Obras 01, na região da praia de Jaburu, na Ilha de Itaparica, que serve de apoio logístico e operacional ao empreendimento desde etapa anterior.
O projeto da ponte conta ainda com outras duas frentes terrestres de trabalho. Em Salvador, no bairro do Jequitaia, um canteiro foi montado no antigo prédio da Petrobras para dar suporte à cabeceira da ponte e aos acessos viários na capital. Já em São Roque do Paraguaçu, distrito de Maragogipe, fica o maior canteiro industrial da obra, com cerca de 400 mil metros quadrados, voltado à fabricação e montagem de estruturas metálicas e tubos de aço.
A previsão oficial é que a travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica fique pronta em junho de 2031. O calendário do empreendimento já passou por etapas anteriores: em janeiro de 2024, começaram os primeiros trabalhos de campo, com dragagem de canais e sondagem geotécnica. Em junho de 2026, teve início a fase oficial de construção, com a mobilização dos canteiros de apoio, o começo das desapropriações e a chegada de estruturas e camisas metálicas vindas da China.







