Última hora
PMPA - 5736
Municipios

Copa 2026 aquece o Nordeste: bares e restaurantes de Alagoas projetam até 30% a mais no caixa

Aliança Comercial de Maceió estima crescimento de 8% no faturamento geral; setor de alimentação lidera as expectativas com jogos do Brasil em horário noturno favorecendo o movimento

Redação ChicoSabeTudo
14 de junho, 2026 · 08:06 3 min de leitura
Torcedores assistem a jogo da Copa do Mundo em bar com decoração verde e amarela
Torcedores assistem a jogo da Copa do Mundo em bar com decoração verde e amarela

A Copa do Mundo de 2026 já está movimentando muito mais do que estádios nos Estados Unidos, Canadá e México. Aqui no Nordeste, e especialmente em Alagoas, o clima entre empresários é de otimismo e preparação. Segundo informações divulgadas pela Aliança Comercial de Maceió, a expectativa geral é de um crescimento de 8% no faturamento do comércio local em relação a um período normal de vendas.

Publicidade

O número local se encaixa num cenário nacional igualmente animador. A Copa do Mundo 2026 deve gerar um impacto positivo de R$ 4,32 bilhões no faturamento do varejo brasileiro, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O valor representa crescimento real de 6,5% em relação à edição de 2022, quando o comércio registrou faturamento extra de R$ 3,76 bilhões por causa do torneio.

Em Alagoas, o setor que mais desperta expectativas é o de alimentação fora do lar. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Alagoas (Abrasel Alagoas) projeta crescimento expressivo nos dias em que a Seleção Brasileira entra em campo. A expectativa é de crescimento entre 20% e 30% no faturamento de bares e restaurantes durante os jogos do Brasil, especialmente nos estabelecimentos que investirem em transmissões, promoções e experiências temáticas — além do impacto econômico, o evento fortalece o papel desses espaços como pontos de convivência e celebração.

Um fator que joga a favor do setor nesta edição é o horário das partidas. Diferentemente da Copa de 2022, quando os jogos ocorreram predominantemente em dias úteis e horários menos favoráveis ao consumo fora de casa, a edição de 2026 concentra partidas em dias como sexta-feira e sábado, com horários noturnos. Isso significa que o comércio pode funcionar normalmente durante o dia e os torcedores chegam aos bares e restaurantes depois do expediente.

Publicidade

No recorte nacional, o setor de alimentos e bebidas deve puxar a maior parte do movimento, respondendo por 68,7% das vendas relacionadas ao Mundial, segundo a CNC. Além dos alimentos e bebidas, o vestuário também deve ganhar espaço nas compras dos torcedores — camisas, acessórios e peças nas cores da seleção aparecem como o segundo grupo com maior impacto esperado, com 18,5% das vendas.

A demanda é ampla. Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que cerca de 99,2 milhões de brasileiros pretendem realizar compras relacionadas ao Mundial, o equivalente a 60% dos consumidores do país. Itens para churrasco, bebidas, adereços temáticos e camisas verde e amarela estão entre os mais procurados.

Apesar do otimismo, há um desafio real no caminho: a inflação. Os preços de vários produtos subiram de forma significativa, e o consumidor precisará pesquisar antes de encher o carrinho. A tendência é que as vendas se concentrem fortemente no consumo imediato de alimentos, bebidas e artigos de menor valor, diante do crédito mais caro. Mesmo assim, a paixão pelo futebol costuma falar mais alto do que o bolso apertado — e os comerciantes contam com isso.

Além do reflexo direto nos estabelecimentos, a expectativa é que o aumento da demanda beneficie fornecedores, distribuidores, produtores e prestadores de serviços ligados à cadeia da alimentação fora do lar. Para o comércio alagoano, a Copa de 2026 se apresenta como uma das maiores janelas de oportunidade do ano.

Leia também