A sexta-feira (12) foi o dia de maior movimento da Bahia Farm Show 2026, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. A cidade recebe, de 8 a 13 de junho, uma edição histórica da maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste — e 2026 marca os 20 anos do evento. Os números totais de público e a data da próxima edição, prevista para 2027, devem ser anunciados neste sábado (13), no encerramento oficial.
Na edição anterior, em 2025, a feira reuniu 393 caravanas e recebeu 162 mil visitantes, com representantes de 5 estados, 29 municípios e 167 entidades. A organização não divulgou ainda os dados consolidados de 2026, mas a expectativa é de superação desses números.
Uma das novidades desta edição foi o BFS Leilões, estreia absoluta na história da feira. O leilão foi dividido em duas etapas: a Seleção Corte, com 1.572 animais entre bezerros, bezerras e novilhas, e a Seleção Genética, com 61 touros Nelore de alto padrão. Os animais vieram de 28 plantéis do Matopiba e de Goiás e foram apresentados virtualmente, com lances presenciais e remotos de compradores do Brasil e do exterior. No total, foram comercializados 1.633 animais, segundo informações divulgadas pelo portal A Tarde.
Para o presidente da Aiba, Moisés Schmidt, a pecuária é uma das atividades agroeconômicas mais antigas do Oeste da Bahia e vem se reposicionando com o investimento em genética e tecnologias para confinamento e semiconfinamento de gado de corte, impulsionada pela sinergia com a produção regional de grãos e pela crescente integração lavoura-pecuária na matriz produtiva local. Para ele, a aposta na pecuária deve transformar a produção vegetal em proteína animal, agregando valor e projetando a região como polo global.
O crescimento do rebanho regional reforça essa perspectiva. Segundo dados divulgados pela organização do evento, o município de Wanderley registrou alta de 16,3% no plantel bovino no último ano, somando 168 mil cabeças. Já Santa Rita de Cássia concentra o maior rebanho do estado da Bahia, com 202.800 cabeças.
A feira também foi palco de programação educativa e social. O evento reuniu pautas sobre pecuária, sucessão familiar, segurança jurídica, sanidade vegetal e comunicação, movimentando diferentes espaços e destacando o papel das novas gerações na continuidade do desenvolvimento regional. Para o sábado, ainda estão previstos painéis sobre sucessão familiar no agro e o impacto da internet no setor, além de atividades com escoteiros e ações para o público infantil, com organização do Sistema Faeb, Senar e sindicatos rurais da região.
Entre os atrativos para estudantes, o Cine Cotton do Programa Conhecendo o Agro completou sete anos nesta edição. A iniciativa da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) é voltada para alunos de 13 municípios do Oeste da Bahia e tem como objetivo disseminar conhecimento sobre a cadeia produtiva do algodão entre jovens da região.
A feira também movimentou a economia local de forma direta. Dados apresentados no lançamento da edição apontaram que o evento gerou mais de 8 mil empregos diretos e indiretos apenas no ciclo de 2025. Moradores de Luís Eduardo Magalhães relataram que alugaram imóveis e trabalharam no parque durante a semana, aproveitando a renda extra que o evento proporciona anualmente à cidade.






