O Vitória decidiu pisar no freio e mudar o jeito de montar seu elenco para a temporada 2026. Em seu terceiro ano seguido na elite do futebol brasileiro, o clube contratou apenas 14 jogadores na primeira janela, exatamente a metade dos 28 reforços que chegaram em cada um dos dois anos anteriores.
A nova postura mostra que a diretoria preferiu valorizar quem já estava na Toca do Leão. Em vez de trazer dezenas de novos nomes, o foco foi renovar contratos de peças importantes, como o volante Baralhas, o lateral Jamerson e o atacante Erick, garantindo um time mais entrosado para o técnico Jair Ventura.
Além de manter a base, o Rubro-Negro está olhando com mais carinho para os pratas da casa. O clube tem registrado um aumento no tempo de jogo de atletas formados na base durante o Brasileirão. Nomes como o goleiro Lucas Arcanjo e o volante Edenilson são exemplos de jovens que ganharam espaço definitivo no time principal.
Essa mudança de rota tenta evitar o que aconteceu em 2024 e 2025, quando o aproveitamento real dos contratados foi considerado baixo. No primeiro ano de volta à Série A, mais da metade dos reforços mal entrou em campo, o que gerou gastos e pouca continuidade no trabalho dentro das quatro linhas.
Com a manutenção de uma estrutura que já funciona, o Leão busca quebrar a média de permanência de clubes que sobem para a primeira divisão, que costuma ser de dois anos e meio. A ideia agora é estabilidade para não precisar recomeçar o trabalho do zero a cada virada de semestre.







