O Esporte Clube Vitória sonha grande para seu futuro financeiro e administrativo. O presidente do clube, Fábio Mota, afirmou com otimismo que o Rubro-Negro tem tudo para se tornar a maior Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Brasil, especialmente em termos de patrimônio e estrutura. A declaração foi feita durante uma entrevista ao programa Segue o Baba, do Globo Esporte.
Apesar da ambição, o processo de estruturação da SAF ainda está em andamento, e o clube segue buscando o investidor ideal para dar o próximo passo. Fábio Mota explica que o Vitória não está parado e já vem trabalhando intensamente nos bastidores há alguns meses para concretizar essa transformação.
Estrutura Profissional para um Sonho Grande
Para construir um modelo sólido, o Vitória não poupou esforços. O clube contratou um escritório de advocacia de renome, André Sica, especialista na área e responsável por auxiliar na criação das SAFs de outros grandes clubes como Bahia, Bragantino e Cruzeiro. Além disso, uma das melhores consultorias do país também foi contratada para guiar o processo.
“O Vitória contratou o maior escritório de advocacia do Brasil, que fez a SAF do Bahia, fez a SAF do Bragantino, fez a SAF do Cruzeiro, que é André Sica, especialista da área. Contratamos também a melhor consultoria do Brasil. A SAF está sendo estruturada”, detalhou Mota.
A jornada para se tornar uma SAF, porém, envolve mais do que apenas encontrar um investidor. O clube precisará fazer uma importante reforma no estatuto. Para isso, o presidente destacou a importância de contar com o apoio de 100% do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, ressaltando que a eleição é um passo crucial nesse sentido.
Otimismo e Planejamento a Longo Prazo
Fábio Mota não esconde seu otimismo sobre o potencial do Vitória como SAF. Para ele, o clube tem um planejamento bem definido que o levará ao topo.
“Não temos dúvida nenhuma que seremos a maior SAF do país em termos de patrimônio e estrutura. Até porque existe um planejamento para isso. Desde o primeiro dia que chegamos ao Vitória a gente vem pensando nisso. Primeiro, organizar as finanças; depois, aumentar o patrimônio, melhorar o patrimônio, para depois se transformar em SAF”, explicou o presidente.
Este planejamento de longo prazo demonstra a cautela e a visão estratégica da gestão, que busca primeiro consolidar a base financeira e estrutural do clube antes de finalizar a transição para o modelo de SAF.
Desafios na Busca por Investidores
Apesar do planejamento robusto e do otimismo, Fábio Mota também expressou uma preocupação real: a escassez de investidores no mercado brasileiro, especialmente estrangeiros, para novas SAFs. Ele observa que essa dificuldade não é exclusiva do Vitória, mas um cenário que afeta diversos clubes, tanto da Série A quanto da Série B.
“Nesse momento, o Brasil não tem novas SAF’s, não tem investidores procurando. Não é só o Vitória procurando. Quase todos os times da Série A e da Série B estão [procurando SAF]. Não adianta você iniciar uma reconstrução do clube e entregar ele ao primeiro que passa na frente. A gente quer uma SAF de verdade, do tamanho do Vitória. Estamos na mão do [André] Sica, procurando, batendo em portas”, pontuou Mota.
A fala do presidente deixa claro que o Vitória não tem pressa em fechar negócio com qualquer um. O objetivo é encontrar um parceiro que realmente compreenda a grandiosidade e o potencial do clube, garantindo uma SAF que esteja à altura da história e do tamanho do Esporte Clube Vitória.







