O Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (28), uma operação contra integrantes da presidência e da diretoria da Bamor, torcida organizada do Esporte Clube Bahia. A operação cumpre, em Salvador, mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados.
As investigações apuram tortura física e psicológica cometida dentro da sede da torcida contra pelo menos duas vítimas, em julho deste ano. Segundo apurações do Gaeco em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e as Polícias Civil e Militar, as vítimas teriam sido constrangidas a confessar supostas irregularidades por meio de agressões, ameaças, sufocamento e afogamento.
De acordo com as investigações, os atos teriam durado horas e envolvido o uso de tacos de beisebol, martelo e faca. Os alvos da operação também são investigados por roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa.
Entre os investigados está um policial militar. A operação reúne equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Força Correcional Especial Integrada (Force), da Corregedoria-Geral da SSP. A Polícia Militar também participa, com apoio dos batalhões Bepe e Bope, do Patamo e da Corregedoria.
A denúncia registrada em julho integra a investigação atual. Segundo apuração anterior, um homem relatou ter sido mantido por cerca de quatro horas sob agressões dentro da sede da Bamor, no bairro de Nazaré, em Salvador, em episódio ocorrido em 18 de julho. O registro foi feito na 1ª Delegacia Territorial dos Barris.
A Bamor também é citada em outro processo na Justiça baiana. Quatro integrantes da torcida foram pronunciados para júri popular por tentativa de homicídio qualificado pelo uso de artefatos explosivos, em decisão do 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Salvador proferida em 15 de setembro. O processo se refere ao ataque ao ônibus do Bahia ocorrido em fevereiro de 2022, quando a delegação seguia para a Arena Fonte Nova. Segundo a denúncia do MP-BA, os acusados teriam agido com outros três homens ainda não identificados. Os réus respondem ao processo em liberdade, e a decisão de levá-los a júri ainda pode ser contestada por recurso.
A reportagem não localizou, até o momento, confirmação de nomes dos presos na operação desta segunda-feira nem detalhes adicionais sobre a participação do policial militar investigado.







