O futebol baiano perdeu nesta terça-feira (19) um de seus maiores nomes. Romenil Arestides Gonçalves Filho, ex-zagueiro ídolo do Esporte Clube Vitória, morreu aos 82 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada pelo clube ou pela família.
Nascido em 2 de outubro de 1943, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, Romenil construiu sua identidade no futebol com a camisa rubro-negra. O ex-defensor atuou pelo Vitória entre 1961 e 1970 e fez parte de uma geração marcante do clube, que conquistou o bicampeonato baiano de 1964 e 1965.
Na defesa, zagueiro viril, forte, de combate, Romenil ficou conhecido pela alcunha de "xerife" — apelido que traduzia bem o jeito duro e determinado com que comandava a zaga do Leão. Por sua raça e paixão exalada em campo, é considerado por muitos o maior zagueiro da história do clube. O historiador Marcelo Monteiro, referência na memória do Vitória, compartilha dessa opinião e vai além: aponta Romenil como o melhor zagueiro de todos os tempos do rubro-negro baiano.
Junto com os companheiros de defesa, Romenil integrou o que Monteiro considera a melhor linha defensiva da história do clube. A formação bicampeã baiana era composta por Ouri, Tinho, Romenil, Nelinho e Raimundo (Mundinho) — uma zaga que ficou na memória dos torcedores mais antigos como quase intransponível nos anos 1960.
Jogou mais de noventa partidas pelo Leão da Barra e encerrou seu ciclo já em 1970, quando fez seu último jogo no Campo da Graça. Além do Vitória, Romenil também teve passagens por Bahia, Leônico e Ypiranga. Ele era irmão de Carlinhos Gonçalves, também ex-jogador e com passagem pelo Vitória.
A admiração pelo ex-defensor atravessou gerações dentro do clube. "Romenil esculachava os atacantes", recordou André Catimba, também ídolo do Vitória e fã do estilo demolidor do companheiro. Mesmo fora dos gramados, o zagueiro nunca escondeu o amor pelo rubro-negro. Já aposentado, ele declarou: "Eu sou rubro-negro danado. Sempre tive aquele amor pelo Vitória. Fico pensando… Se ainda fosse novo, eu jogava só pra ajudar."
Zagueiro que vestiu por sete anos a camisa rubro-negra, de 1963 a 1970, e tido como um dos maiores ídolos do clube até hoje, Romenil encarnava o espírito em campo, jogando sempre de forma viril. A sua história permanece viva na memória da torcida do Vitória e na dos que acompanharam o futebol baiano dos anos 1960.







