Depois de levar o título do Baianão em cima do Vitória, o técnico Rogério Ceni abriu o jogo sobre a pressão no clube. Para ele, a vitória é vista como obrigação, mas a derrota teria consequências graves. “Para quem perde o Baiano vale muito, para quem ganha é só um Baiano”, resumiu.
A conquista veio em um momento delicado. O Bahia tinha acabado de ser eliminado da Pré-Libertadores, o que deixou o clima pesado. Segundo Ceni, a derrota para o O'Higgins foi uma “mísera derrota que nos tirou a competição mais importante, que nos corrói”.
O treinador confessou que a ideia inicial era outra. A programação era usar um time alternativo, com reservas e garotos da base, nas fases finais do Campeonato Baiano. A queda no torneio internacional, no entanto, forçou o uso do time principal para dar uma resposta à torcida.
Ceni destacou que a rivalidade com o Vitória torna o estadual gigante, mas que a pressão por resultados é constante. “Se perde o Baiano o treinador tem que ir embora, tem que contratar jogador. Se ganha é só mais um”, afirmou, mostrando como o cargo é instável.
Olhando para o futuro, o técnico sonha com um cenário diferente. Ele espera que, um dia, com o time garantido em competições como a Libertadores, o Baianão possa servir de laboratório para revelar novos talentos, como os jovens David Martins, Kauê e Ruan Pablo.
Por enquanto, a ordem é encarar a realidade. Mesmo com a tristeza pela eliminação continental, Ceni frisou que foi importante jogar com a equipe principal e “encarar de frente as dificuldades da carreira” para conquistar o título estadual.







