A Arena Fonte Nova encerrou o ano de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 15,8 milhões. O resultado negativo superou os R$ 11,1 milhões registrados no ano anterior, mostrando que, apesar de o estádio estar movimentado, as contas ainda não fecharam no azul.
O relatório de administração aponta que o faturamento até cresceu, chegando a R$ 89,3 milhões. No entanto, os gastos para manter a estrutura funcionando foram ainda maiores. Somente as despesas administrativas, que incluem funcionários, energia e segurança, consumiram R$ 65,5 milhões.
A operação do estádio é cara: o prejuízo focado apenas na atividade principal chegou a R$ 29,2 milhões. Isso acontece porque realizar jogos e grandes eventos gera custos pesados que, muitas vezes, a arrecadação com ingressos e patrocínios não consegue cobrir totalmente.
Por outro lado, a saúde financeira da empresa deu sinais de melhora em um ponto específico: a dívida caiu drasticamente. O débito, que era de R$ 39 milhões em 2024, despencou para R$ 1,3 milhão, indicando que a concessionária priorizou o pagamento de compromissos antigos.
O futebol continua sendo o que mais atrai gente para a Arena. Em 2025, foram 46 partidas com mais de 1,5 milhão de torcedores nas arquibancadas. A média de público impressiona, com quase 35 mil pessoas por jogo, mantendo a praça esportiva entre as mais frequentadas do país.
Além da bola rolando, o espaço funcionou como centro multiuso, recebendo 41 eventos extras, como shows de Caetano Veloso e Gilberto Gil. No total, somando futebol e entretenimento, mais de 1,8 milhão de pessoas passaram pelos portões da Fonte Nova durante o ano.







