A empresa de maquininhas Stone demitiu mais de 300 funcionários de uma vez só na última terça-feira (10). O corte, que representa cerca de 3% do quadro da empresa, pegou muita gente de surpresa e já virou caso de Justiça.
O que mais chama a atenção é que a demissão em massa aconteceu pouco tempo depois da Stone anunciar um lucro de R$ 707 milhões. Para a empresa, os cortes são apenas um “ajuste pontual” para melhorar a eficiência. Já para os trabalhadores, a conta não fecha.
O Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo (Sindpd-SP) não gostou nada da história. A entidade afirmou que a decisão foi um desrespeito, pois as demissões ocorreram bem no meio da negociação de um novo acordo coletivo para a categoria.
A situação fica ainda mais delicada com as denúncias recebidas pelo sindicato. Segundo eles, entre os demitidos estariam pessoas com deficiência e funcionários que estavam afastados por problemas de saúde, o que pode ser ilegal.
Diante do impasse, o sindicato entrou com uma ação civil coletiva na Justiça do Trabalho. O pedido é para que todos os demitidos sejam reintegrados imediatamente aos seus postos de trabalho e que a empresa seja proibida de fazer novas demissões sem negociar antes.
Além de querer os empregos de volta, a ação pede uma indenização de cinco salários para cada trabalhador por dano moral. O processo também exige uma compensação por dano moral coletivo, com valor mínimo de R$ 10 mil por funcionário demitido.
Do outro lado, a Stone se defende dizendo que a operação da empresa continua normalmente e que os cortes não vão trazer impactos para os clientes ou parceiros. A empresa, no entanto, não confirmou o número exato de pessoas que foram dispensadas.







