O Sintietfal (Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas) enviou um ofício formal à Reitoria do Ifal (Instituto Federal de Alagoas) exigindo esclarecimentos sobre denúncias de irregularidades em concursos públicos da instituição. O documento foi protocolado no dia 10 de junho de 2026 e trata de dois certames: os regidos pelos editais nº 003/2026 e nº 039/2026.
O caso ganhou contornos mais graves em maio, quando a Justiça Federal determinou a suspensão liminar do concurso do Ifal especificamente para a área de Administração, referente à Oferta 2 do Edital nº 03/2026. A decisão partiu da 13ª Vara Federal de Alagoas, no âmbito de ação movida por um candidato que questionou a regularidade da fase recursal da prova escrita.
No ofício, o Sintietfal lista uma série de pontos que precisam ser respondidos pela gestão. Entre eles estão: a participação de servidores do próprio Ifal, na condição de candidatos, em fóruns onde o edital e o concurso foram debatidos e formatados; e o uso de critérios diferentes para candidatos distintos — o que o sindicato chama de "dois pesos e duas medidas".
O documento também questiona a ausência de anonimato na correção da questão dissertativa; suposta pressão sobre bancas recursais para ampliar o número de aprovados; falta de transparência na formação das bancas que analisaram os recursos; a não publicação dos resultados desses recursos; e mudanças de última hora na composição da banca do concurso de Administração.
Os relatos recebidos pelo sindicato apontam possíveis irregularidades na condução dos certames, levantando dúvidas sobre a observância das regras previstas nos editais e sobre a transparência dos procedimentos adotados ao longo do processo. Entre os pontos questionados estão também a atuação das bancas examinadoras, a análise de recursos, alterações ocorridas durante o andamento dos concursos e situações que podem ter comprometido a isonomia entre os candidatos.
O documento ainda solicita esclarecimentos sobre decisões administrativas relacionadas ao aproveitamento de vagas e à realização de processos seletivos em um contexto no qual concursos públicos para provimento efetivo já estavam em andamento.
O sindicato ressaltou, em nota enviada à imprensa, que a transparência dos atos administrativos e a lisura dos concursos são "princípios fundamentais para garantir a credibilidade da instituição e a confiança da comunidade acadêmica e da sociedade". O Sintietfal reforça que seguirá acompanhando o caso e adotará todas as medidas cabíveis para que os questionamentos apresentados sejam devidamente apurados e respondidos pela gestão da instituição.
Vale lembrar que o concurso do Ifal para o cargo de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) oferta 52 vagas imediatas, além de cadastro de reserva, e é organizado pela Fundepes em parceria com a Comissão Permanente de Concurso do Ifal (COMPEC/IFAL). O último concurso público do Ifal para o cargo de Professor EBTT havia sido publicado em 2022.
Até o momento, a Reitoria do Ifal não se manifestou publicamente sobre as cobranças do sindicato. O ChicoSabeTudo acompanha o caso e atualizará as informações assim que houver resposta oficial da instituição.







