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Sindicato pressiona Reitoria do Ifal por respostas sobre suspeitas de irregularidades em concursos públicos

Sintietfal protocolou ofício na instituição cobrando esclarecimentos sobre denúncias que envolvem dois editais de 2026 e a possível violação da isonomia entre candidatos.

Redação ChicoSabeTudo
12 de junho, 2026 · 17:05 2 min de leitura
Fachada do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), alvo de denúncias de irregularidades em concursos públicos
Fachada do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), alvo de denúncias de irregularidades em concursos públicos

O Sintietfal (Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas) enviou um ofício formal à Reitoria do Ifal (Instituto Federal de Alagoas) exigindo esclarecimentos sobre denúncias de irregularidades em concursos públicos da instituição. O documento foi protocolado no dia 10 de junho de 2026 e trata de dois certames: os regidos pelos editais nº 003/2026 e nº 039/2026.

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O caso ganhou contornos mais graves em maio, quando a Justiça Federal determinou a suspensão liminar do concurso do Ifal especificamente para a área de Administração, referente à Oferta 2 do Edital nº 03/2026. A decisão partiu da 13ª Vara Federal de Alagoas, no âmbito de ação movida por um candidato que questionou a regularidade da fase recursal da prova escrita.

No ofício, o Sintietfal lista uma série de pontos que precisam ser respondidos pela gestão. Entre eles estão: a participação de servidores do próprio Ifal, na condição de candidatos, em fóruns onde o edital e o concurso foram debatidos e formatados; e o uso de critérios diferentes para candidatos distintos — o que o sindicato chama de "dois pesos e duas medidas".

O documento também questiona a ausência de anonimato na correção da questão dissertativa; suposta pressão sobre bancas recursais para ampliar o número de aprovados; falta de transparência na formação das bancas que analisaram os recursos; a não publicação dos resultados desses recursos; e mudanças de última hora na composição da banca do concurso de Administração.

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Os relatos recebidos pelo sindicato apontam possíveis irregularidades na condução dos certames, levantando dúvidas sobre a observância das regras previstas nos editais e sobre a transparência dos procedimentos adotados ao longo do processo. Entre os pontos questionados estão também a atuação das bancas examinadoras, a análise de recursos, alterações ocorridas durante o andamento dos concursos e situações que podem ter comprometido a isonomia entre os candidatos.

O documento ainda solicita esclarecimentos sobre decisões administrativas relacionadas ao aproveitamento de vagas e à realização de processos seletivos em um contexto no qual concursos públicos para provimento efetivo já estavam em andamento.

O sindicato ressaltou, em nota enviada à imprensa, que a transparência dos atos administrativos e a lisura dos concursos são "princípios fundamentais para garantir a credibilidade da instituição e a confiança da comunidade acadêmica e da sociedade". O Sintietfal reforça que seguirá acompanhando o caso e adotará todas as medidas cabíveis para que os questionamentos apresentados sejam devidamente apurados e respondidos pela gestão da instituição.

Vale lembrar que o concurso do Ifal para o cargo de Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) oferta 52 vagas imediatas, além de cadastro de reserva, e é organizado pela Fundepes em parceria com a Comissão Permanente de Concurso do Ifal (COMPEC/IFAL). O último concurso público do Ifal para o cargo de Professor EBTT havia sido publicado em 2022.

Até o momento, a Reitoria do Ifal não se manifestou publicamente sobre as cobranças do sindicato. O ChicoSabeTudo acompanha o caso e atualizará as informações assim que houver resposta oficial da instituição.

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