O bolso do trabalhador doméstico brasileiro fechou o ano de 2025 com um saldo positivo. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, a remuneração média da categoria subiu para R$ 2.047,92, superando o valor registrado no final de 2024, que era de R$ 1.949,06.
Apesar do aumento no salário, o número de profissionais com carteira assinada teve uma pequena redução. O país encerrou o período com pouco mais de 1,3 milhão de vínculos ativos, mantendo a estabilidade do setor, mesmo com a leve queda em comparação ao ano anterior.
As mulheres continuam sendo a grande maioria na profissão, ocupando quase 90% das vagas formais. No recorte por funções, os serviços gerais dominam o mercado com quase 1 milhão de registros, mas as maiores médias salariais estão com motoristas particulares e enfermeiros domésticos.
O levantamento também traçou o perfil de quem trabalha nas residências: a maioria tem entre 40 e 59 anos e possui o ensino médio completo. Quanto à cor e raça, o setor é equilibrado entre pessoas que se declaram brancas (44%) e pardas (41%).
Na região Nordeste, a Bahia aparece como destaque na geração desses empregos, somando mais de 68 mil trabalhadores formais. No entanto, o Ministério do Trabalho alerta que ainda existem desigualdades regionais, com salários mais altos concentrados no Sul e Sudeste.
Para quem atua como cuidador de idosos ou babá, os valores médios também ficaram acima do piso geral, variando entre R$ 2.098 e R$ 2.281. Os dados foram extraídos diretamente do eSocial e fazem parte do novo Painel do Trabalho Doméstico.







