A segurança da carteira assinada continua sendo o maior desejo do trabalhador brasileiro. Segundo uma pesquisa do Instituto Nexus, em parceria com a CNI, o modelo CLT é a escolha favorita de 36,3% da população, superando de longe o trabalho autônomo, que aparece com 18,7% das preferências.
O dado que mais chama a atenção é o comportamento dos mais novos. Entre os jovens de 25 a 34 anos, a preferência pelo emprego formal sobe para 41,4%. Já na faixa de 16 a 24 anos, o índice é de 38,1%, mostrando que quem está começando a carreira prioriza a estabilidade e os benefícios garantidos por lei.
Apesar do crescimento das redes sociais e das novas formas de ganhar dinheiro, o trabalho por aplicativos ainda não convence como carreira principal. Para a maioria dos entrevistados, esse tipo de atividade serve apenas como um complemento de renda, com apenas 30% utilizando as plataformas como sustento exclusivo.
Especialistas da CNI explicam que o acesso à Previdência Social e aos direitos trabalhistas são os fatores decisivos. Para o cidadão, esses benefícios representam uma rede de proteção social que o trabalho informal ou por conta própria ainda não consegue oferecer com a mesma solidez.
O levantamento também trouxe um dado curioso sobre a satisfação profissional: 95% dos brasileiros afirmam estar satisfeitos com o emprego atual. Esse alto índice de contentamento ajuda a explicar por que apenas 20% dos trabalhadores buscaram uma nova oportunidade no último mês.
A pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas em todo o território nacional. Os resultados reforçam que, mesmo com as mudanças tecnológicas no mercado, o trabalhador comum ainda coloca o sossego de ter o registro oficial no topo de suas prioridades.







