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Emprego

Quase 135 mil alagoanos ganhariam folga extra com o fim da escala 6x1

Levantamento do Ministério do Trabalho mostra que um terço dos trabalhadores de Alagoas ainda cumpre jornada com apenas um dia de descanso por semana.

Redação ChicoSabeTudo
25 de maio, 2026 · 10:07 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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Alagoas tem 134.920 trabalhadores que seriam diretamente beneficiados caso o fim da escala 6x1 seja aprovado pelo Congresso Nacional. O número foi levantado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e representa todos os alagoanos que hoje cumprem jornada de seis dias de trabalho para um único dia de descanso semanal.

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Segundo os dados do MTE, o estado soma 275.207 trabalhadores já na escala 5x2, o equivalente a 67,10% do total mapeado. Os outros 32,90% — os 134,9 mil — ainda estão no regime mais pesado. No total, 373.624 pessoas em Alagoas seriam alcançadas pela redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.

No cenário nacional, o levantamento identificou a jornada de trabalho de 44,7 milhões de pessoas. Cerca de um terço desse total ainda trabalha no regime 6x1, o que representa aproximadamente 14,9 milhões de trabalhadores que passariam à escala 5x2 com a mudança. Os dados nacionais também apontam que 38,6 milhões de trabalhadores cumprem jornadas acima de 40 horas semanais.

A pauta está em ritmo acelerado no Congresso. Ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados chegaram a um acordo para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 garanta descanso remunerado de dois dias por semana e reduza a jornada de 44 para 40 horas. A Comissão Especial que analisa o tema se comprometeu a votar o parecer da PEC no dia 27 de maio, com o tema seguindo para o plenário no dia 28.

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O governo defende votar o tema nas duas Casas ainda neste semestre, sem regra de transição, para que tenha efeito imediato. Segundo o texto do projeto de lei enviado pelo presidente Lula, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

A proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho. Trabalhadores informais, autônomos, prestadores de serviço via Pessoa Jurídica, motoristas de aplicativo e servidores públicos não se encaixam nas medidas, se aprovadas.

No Nordeste, o tema tem apoio expressivo. Na região, 72% dos entrevistados apoiam a mudança, enquanto no Sul o percentual cai para 63%. Nacionalmente, a pesquisa da Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, revela que a maioria dos brasileiros, 68%, expressa apoio ao fim da escala 6x1.

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O debate também envolve o impacto sobre as mulheres. Sandra Viana, do Ministério das Mulheres, destacou que 56% das mulheres atualmente trabalham sob a jornada de 44 horas semanais e seriam diretamente beneficiadas pela alteração. Para o trabalhador e a trabalhadora, a redução da jornada eleva a qualidade de vida, reduz a incidência de doenças como o estresse e o burnout e gera bem-estar social.

Há resistência por parte do setor empresarial. Especialistas apontam a possibilidade de aumento de empregos e de produtividade, enquanto críticos de entidades patronais levantam preocupações sobre custos para as empresas e efeitos no mercado de trabalho. O debate agora também gira em torno de possíveis compensações para empresários e da definição de um período de transição para implantação da nova jornada.

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