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Emprego

Paulo Afonso: AXIA mira transmissão e mais 597 postos na Bahia

Cidade é marco histórico da Chesf no Nordeste e integra investimento total de R$ 6,2 bilhões até 2029

Redação ChicoSabeTudo
21 de agosto, 2026 · 09:28 1 min de leitura
Paulo Afonso: AXIA mira transmissão e mais 597 postos na Bahia

A AXIA Energia, antiga Eletrobras/Chesf, prevê gerar cerca de 12 mil empregos temporários durante as obras de expansão da rede de transmissão no Nordeste, com conclusão prevista até 2029. A Bahia deve receber 597 dessas vagas.

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Os empreendimentos somam R$ 6,2 bilhões em investimentos e preveem a construção de cerca de 2 mil quilômetros de novas linhas de transmissão, além do reforço de subestações, em seis estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Os projetos foram arrematados pela AXIA nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizados em 2024 e 2025, com o objetivo de ampliar a capacidade da rede, integrar novas fontes de energia renovável e dar mais confiabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

As vagas geradas pelas obras devem ficar distribuídas da seguinte forma entre os estados nordestinos: Ceará (4.371), Pernambuco (3.225), Rio Grande do Norte (1.902), Alagoas (1.028), Piauí (950) e Bahia (597).

O levantamento não detalha a distribuição das vagas por município dentro da Bahia, mas Paulo Afonso segue no radar da AXIA por razões históricas: a cidade abriga o Complexo Hidrelétrico construído às margens do Rio São Francisco, berço da antiga Chesf no Nordeste. Paralelamente à expansão da transmissão, a companhia também investe R$ 804 milhões, em iniciativa à parte, na modernização das usinas de Paulo Afonso, Luiz Gonzaga e Sobradinho, com a instalação de compensadores síncronos para dar mais estabilidade ao sistema elétrico. A mobilização para essa obra específica deve começar ainda em 2026, com conclusão prevista para 2027.

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Hoje, a AXIA Energia detém 37% das linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional e se apresenta como a maior geradora de energia 100% renovável do hemisfério sul — cenário em que Paulo Afonso segue como um dos polos mais tradicionais da operação da empresa no país.

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