O Supremo Tribunal Federal (STF) deu uma nova chance para Matheus Menezes Matos, um candidato com nanismo que sonha em ser delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. Ele havia sido eliminado do concurso na fase do teste físico porque a prova não foi adaptada para a sua condição.
Matheus, que é advogado e tem 25 anos, já tinha passado por todas as outras etapas: prova objetiva, discursiva e até a oral. Ele também passou na avaliação médica, que confirmou sua deficiência e sua capacidade para exercer o cargo. Faltava só o teste físico.
O problema aconteceu quando a banca organizadora, a Fundação Getulio Vargas (FGV), aplicou os mesmos exercícios para todos os candidatos, sem exceção. Mesmo com laudo médico e pedido de adaptação, Matheus teve que fazer a prova padrão e acabou reprovado no salto horizontal.
Nas redes sociais, ele desabafou: “O que a banca FGV fez comigo e outros candidatos PcDs foi a maior discriminação que eu já vi na vida. A banca simplesmente ignorou o nosso direito por lei”.
A decisão de garantir um novo teste veio do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Ele considerou que a atitude da banca foi errada, pois o próprio edital do concurso previa vagas para pessoas com deficiência e, portanto, deveria oferecer testes adaptados.
Moraes reforçou que o STF já tem um entendimento consolidado sobre o assunto, que obriga a adaptação de testes físicos para garantir a igualdade de oportunidades para todos os candidatos em concursos públicos.







